Agência americana recomenda segundo reforço bivalente da Covid para maiores de 65 anos

A FDA (Food and Drug Administration), agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, publicou na última terça-feira (18) uma recomendação de novo reforço da vacina bivalente em indivíduos com 65 anos ou mais que receberam o primeiro reforço (bivalente) há pelo menos quatro meses.

De acordo com o órgão, os grupos de indivíduos com mais de 65 anos ainda representam uma parcela mais vulnerável para adoecimento grave, hospitalização e óbito, por isso estão aptos a uma nova dose da vacina que protege contra a ômicron e suas variantes.

Além das pessoas com 65 anos ou mais, a agência também recomenda que indivíduos imunocomprometidos, como transplantados, pessoas em tratamento de câncer ou portadores de doenças autoimunes também podem receber um novo reforço da bivalente com intervalo de no mínimo dois meses desde a última dose recebida.

Nos EUA, segundo dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), cerca de 1.300 pessoas ainda morrem por semana por Covid, com maior risco em indivíduos mais velhos ou com imunossupressão. Segundo o chefe de vacinas da FDA, Peter Marks, a Covid continua apresentando um risco elevado para muitas pessoas.

Na mesma nota, a FDA retirou a autorização para uso emergencial das formas monovalentes das vacinas Pfizer e Moderna, que foram importantes no início da pandemia para garantir a proteção contra formas graves e hospitalizações por Covid, mas agora, devido às novas formas do coronavírus em circulação, possuem uma eficácia menor em comparação às formulações bivalentes, que incluem a cepa original de Wuhan e a ômicron.

Com a atualização, indivíduos não vacinados ou que receberam um esquema primário de vacinação (duas doses ou dose única) com as vacinas monovalentes podem receber uma dose de reforço bivalente. A mesma regra passa a valer para as crianças a partir dos seis meses de idade, que podem receber um esquema de duas doses da vacina bivalente da Moderna ou três doses da Pfizer bivalente.

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