Ministro do GSI Gonçalves Dias pede demissão após envolvimento em imagens em atos extremistas de 8 de janeiro.

Marco Gonçalves Dias, chefe do GSI, foi promovido a general durante o governo Lula e cuidou da segurança do presidente desde 2003

 Quem é Gonçalves Dias?

 Marco Edson Gonçalves Dias é natural de Americana (SP). Ele entrou para o Exército em 1969, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Exército. No governo já foi secretário de segurança pública da presidência da república do governo Lula e chefe da coordenadoria de segurança institucional da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)

 

Entendendo o caso

 No dia 08 de janeiro, por volta das 15h extremistas, invadiram o Congresso Nacional depois de romper barreiras de proteção colocadas pelas forças de segurança do Distrito Federal e da Força Nacional. Lá, invadiram o Salão Verde da Câmara dos Deputados, área que dá acesso ao plenário da Casa. Equipamentos de votação no plenário foram vandalizados. Os extremistas também usaram o tapete do Senado de “escorregador”.

 As imagens divulgadas mostram às 15h58 um suposto integrante do GSI, que, seria um capitão, caminhando próximo aos invasores. Em um momento, ele circula perto dos extremistas e chega a cumprimentá-los. Já por volta das 16h29, Gonçalves Dias caminha sozinho e tenta abrir algumas portas. Em seguida, dirige-se ao corredor e entra no gabinete presidencial. Minutos depois, o ministro aparece no mesmo corredor, acompanhado de invasores e aparenta indicar o local para as escadas do prédio. Pouco tempo depois, integrantes do GSI aparecem e ajudam na orientação.

Ministro Gonçalves Dias (GSI) chega no 3º andar do Planalto.

 As imagens mostram Gonçalves Dias e funcionários do GSI circulando entre os invasores no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro.

Um dos funcionários do GSI conversa com invasores e os cumprimenta. Outro trecho mostra servidores do órgão entregando água aos vândalos.

Na tarde desta quarta-feira (19) o ministro Marco Gonçalves Dias, ministro do GSI (Gabinete de segurança Institucional) deixou o governo, depois de aparecer em imagens durante esses atos extremistas em 8 de janeiro.

O general da reserva pediu demissão após reunião com Lula e chefes de outras pastas, no Palácio do Planalto. Ele é o primeiro ministro a deixar o governo no terceiro mandato de Lula.

O pedido ocorreu após vídeo mostrando o ministro no palácio do planalto durante invasões golpistas de 8 de janeiro.

 O que o GSI disse a respeito dos fatos?

“A respeito de reportagem veiculada no dia de hoje, sobre os ataques do 8 de janeiro, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) esclarece que as imagens mostram a atuação dos agentes de segurança que foi, em um primeiro momento, no sentido de evacuar os quarto e terceiro pisos do Palácio do Planalto, concentrando os manifestantes no segundo andar, onde, após aguardar o reforço do pelotão de choque da PM/DF, foi possível realizar a prisão dos mesmos”. Afirmou GSI em nota para justificar a presença do chefe do órgão no Palácio do Planalto.

A Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou em nota, que “a violência terrorista que se instalou no dia 8 de janeiro contra os Três Poderes da República alcançou um governo recém-empossado, portanto, com muitas equipes ainda remanescentes da gestão anterior, inclusive no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foram afastados nos dias subsequentes ao episódio”.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) colocou sigilo de 5 anos sobre os vídeos dos ataques golpistas ao Palácio do Planalto em 8 de janeiro.

O GSI até divulgou alguns vídeos do circuito interno, como o que mostra a destruição de obras de arte. Mas, depois que chegaram pedidos para todo o material, via Lei de Acesso à Informação, o GSI declarou o sigilo.

Só que vídeos divulgados nesta quarta-feira (19) pela CNN Brasil mostram a presença do chefe do GSI, Gonçalves Dias, dentro do Planalto no dia dos atos.

 

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Sobre Camila Fernandes / CEO-Brasil 615 Artigos
Jornalista, ela traz consigo uma rica bagagem de experiência e conhecimento no campo da comunicação. Sua dedicação à profissão a consolidou como uma profissional de destaque, cuja paixão pela verdade e pela narrativa precisa a define. Além de suas realizações no jornalismo, Camila também é a CEO da agência de marketing Authentic Media. Seu papel como líder empresarial destaca-se pela capacidade de combinar visão estratégica e criatividade, impulsionando sua agência para o sucesso. Formada em marketing Digital, atualmente Graduanda em Publicidade e Propaganda, ela continua a se aprimorar academicamente, mantendo-se atualizada com as últimas tendências e inovações no mundo da comunicação e do marketing. E desde 2023 faz parte do time de jornalistas do Gnewsusa. Adicionalmente, é importante ressaltar que Camila Fernandes desempenha o papel de CEO-Brasil no Jornal GnewsUSA, reforçando sua presença e influência no cenário da comunicação e do jornalismo.

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