Câmara dos EUA Restringe Acesso do Irã a US$ 6 Bilhões Descongelados em Troca de Prisioneiros

Lei “Sem Fundos para o Terrorismo Iraniano” gera debates bipartidários sobre a destinação de recursos após ataque em Israel.


Por Gilvania Alves| GNEWSUSA 

WASHINGTON– Em uma decisão bipartidária, a Câmara dos Estados Unidos aprovou nessa quinta-feira (30), uma medida que impede o Irã de acessar os US$ 6 bilhões recentemente descongelados em uma troca de prisioneiros. A legislação, conhecida como “Lei Sem Fundos para o Terrorismo Iraniano”, foi respaldada por 307 votos a 119, refletindo a preocupação republicana com o alegado envolvimento do Irã nos ataques mortais perpetrados pelo Hamas contra Israel no mês passado.

O projeto, que enfrentará desafios significativos no Senado, controlado pelos democratas, propõe impor novas sanções a Teerã e bloquear permanentemente o acesso aos fundos devido ao seu apoio ao terrorismo. O deputado republicano Michael McCaul, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, argumentou durante o debate: *”Com tanta instabilidade na região, a última coisa que precisamos fazer é dar acesso a US$ 6 bilhões para serem desviados para mais terrorismo patrocinado pelo Irã.”*

Autoridades norte-americanas rebateram as críticas, enfatizando que nenhum dólar foi disponibilizado ao Irã até o momento e que, quando ocorrer, será estritamente direcionado para necessidades humanitárias. Contudo, críticos republicanos, incluindo McCaul, alegam que, mesmo restrito à ajuda, o dinheiro é fungível, podendo indiretamente financiar atividades terroristas, como supostamente ocorreu antes do ataque de outubro.

O contexto dessa medida remonta a um acordo provisório entre os EUA e o Irã em agosto, resultando na libertação de americanos detidos em Teerã e iranianos nos EUA. Bilhões de dólares em ativos iranianos congelados foram transferidos da Coreia do Sul para o Qatar. Após o ataque do Hamas em outubro, EUA e Qatar concordaram que o Irã não teria acesso aos fundos. A resolução, apoiada pelos republicanos, agora avança para o Senado, onde a aprovação pela maioria democrata é incerta.

Democratas, no entanto, defendem a decisão da administração Biden, destacando a libertação de reféns americanos. O deputado Gregory Meeks, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores, afirmou: “O Irã, é claro, tal como o Hamas, é um regime assassino e corrupto. Eles não são agradáveis. E isso não é fácil. Mas graças a este acordo, cinco famílias americanas estão agora em casa novamente.”

O acordo entre Washington e Teerã, que enfrentou críticas após o conflito entre Israel e Hamas, é uma questão complexa. Autoridades dos EUA reconhecem a influência do Irã em grupos como o Hamas, mas negam envolvimento direto nos recentes ataques. A medida agora aguarda um debate no Senado, prometendo aprofundar as divisões sobre as relações entre EUA e Irã.

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