Brasileiras enfrentam despejo em Portugal devido à crise imobiliária

Moradores de barracas em Lisboa enfrentam desafios devido à crescente pressão dos preços de moradia

Por Carla Pereira|GNEWSUSA 

Um grupo de brasileiras residentes em barracas em Portugal recebeu um aviso para desocupar o terreno onde vivem, ressaltando os desafios enfrentados por imigrantes em busca de uma vida melhor, mas que se veem confrontados com a crise imobiliária. Andréia Machado, uma das ocupantes do terreno em Lisboa, relata que ela e outros moradores foram notificados para deixar o local até o final de maio. Essas brasileiras, assim como muitos outros imigrantes, recorreram à moradia improvisada como solução temporária diante dos exorbitantes preços dos aluguéis e da escassez de opções habitacionais.

A crise imobiliária em Portugal tem afetado principalmente cidades como Lisboa, onde os valores dos aluguéis têm aumentado significativamente nos últimos anos. Dados de consultorias imobiliárias indicam que a capital portuguesa registrou um aumento médio de 43% nos preços dos imóveis em relação a dezembro de 2021. Esse cenário dificulta para muitos brasileiros e outros imigrantes encontrar moradias acessíveis.

O problema não se limita às brasileiras que vivem em barracas. Muitos imigrantes enfrentam dificuldades para pagar o aluguel e acabam vivendo em condições precárias. Além disso, a escassez de opções habitacionais adequadas afeta o sonho de muitos imigrantes de construir uma vida estável e próspera em Portugal.

Diante dessa situação, alguns brasileiros têm se unido em protestos contra os altos preços da moradia. Marchas e manifestações têm ocorrido em Lisboa, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para a necessidade de políticas públicas que garantam o acesso à moradia digna para todos.

A realidade das brasileiras que vivem em barracas em Portugal reflete um problema estrutural que vai além da questão individual. A crise imobiliária e a falta de políticas públicas efetivas para lidar com essa situação têm impactado negativamente a vida de muitos imigrantes, que enfrentam dificuldades para encontrar moradias acessíveis e seguras.

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