TRE-PR interrompe avaliação das acusações contra o ex-juiz da Lava Jato, evidenciando dissensões entre os magistrados, enquanto questões sobre campanha prévia à candidatura ao Senado são debatidas.
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
Nesta segunda-feira (8), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná suspendeu mais uma vez a análise das duas ações que pedem a cassação do mandato e a inelegibilidade do senador e ex-juiz da operação Lava Jato, Sérgio Moro. As ações foram protocoladas pelo Partido Liberal (PL) do Paraná e pela Federação Brasil da Esperança, composta pelos partidos PT (Partido dos Trabalhadores), PC do B (Partido Comunista do Brasil) e PV (Partido Verde).
A suspensão ocorreu porque o juiz Julio Jacob Junior solicitou mais tempo para análise do caso, que será retomado na terça-feira, 9 de abril. Até o momento, o placar é de três votos contra a cassação de Moro.
Os juízes que votaram contra a cassação foram Luciano Carrasco Falavinha (relator), Cláudia Cristina Cristofani e Guilhermo Frederico. Já o juiz José Rodrigo Sade, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), votou a favor da cassação.
Os partidos acusam Moro de abuso de poder econômico por iniciar uma campanha como pré-candidato à Presidência da República antes de se tornar candidato ao Senado pelo Paraná. No entanto, o relator do caso, juiz Luciano Carrasco Falavinha, argumenta que não há provas suficientes contra o senador e que não há na legislação eleitoral uma definição de qual deve ser o limite do gasto em pré-campanha.
A previsão é de que o julgamento seja finalizado na próxima sessão, segundo o presidente do TRE-PR, juiz Sigurd Roberto Bengtsson. Se o entendimento do relator prevalecer, o mandato do senador será mantido, mas os recorrentes poderão acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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