Taylor Swift leva governo dos EUA a iniciar processo contra a Live Nation

The Eras Tour de Taylor Swift é um dos eventos promovidos pela Live Nation em todo o mundo, utilizando a plataforma da Ticketmaster para a venda de ingressos. (Crédito da imagem: Reprodução/Instagram)

Live Nation enfrenta acusações de domínio no mercado de ingressos e eventos, levando o governo dos EUA a agir em nome dos consumidores e artistas

Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

O governo dos Estados Unidos, em conjunto com 30 procuradores-gerais estaduais e distritais, deu início nesta quinta-feira(23), a um processo antitruste contra a Live Nation, empresa-mãe da Ticketmaster. A acusação alega que a Live Nation abusou de sua posição dominante na venda de ingressos e na promoção de eventos ao vivo, causando danos aos consumidores em todo o país.

Em um movimento aguardado, o processo foi aberto em Nova York, com os envolvidos buscando um julgamento com júri e a possível dissolução da empresa. Se bem-sucedido, esse processo poderá resultar em mudanças significativas na indústria de eventos ao vivo, especialmente após a polêmica envolvendo a venda de ingressos para a turnê “Eras” de Taylor Swift em 2022.

A Live Nation é acusada de estabelecer acordos exclusivos com grandes arenas nos EUA, restringindo assim a competição no setor. Isso resultou em critérios de atendimento ao cliente questionáveis, preços de ingressos confusos e altas taxas, além de restrições na revenda de ingressos. Tais práticas prejudicaram tanto os consumidores quanto os artistas, reduzindo as oportunidades para concertos e excluindo promotores menores do mercado.

Os preços exorbitantes dos ingressos, muitas vezes inflados devido às taxas adicionais da Ticketmaster, têm sido uma fonte de insatisfação entre os fãs. O processo revela que essa prática tem sido possível devido ao controle de mercado exercido pela Live Nation, que dita os termos e condições de venda.

Além disso, o controle exercido pela Live Nation sobre aproximadamente 200 espaços populares nos EUA tem sido criticado por artistas, que veem a empresa como impondo termos e taxas injustas, limitando a diversidade e o desenvolvimento cultural.

Esse processo marca um ponto de inflexão na discussão sobre práticas anticompetitivas em indústrias culturais essenciais, como a de eventos ao vivo. Uma decisão favorável à dissolução da Live Nation-Ticketmaster poderá abrir precedentes para uma maior fiscalização e regulação em setores onde poucas empresas detêm grande parte do mercado.

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