Proposta visa ampliar as condições para interrupção da gravidez, enfrentando resistência conservadora no Congresso
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
O presidente do Chile, Gabriel Boric, anunciou um projeto de lei para expandir as circunstâncias sob as quais o aborto é permitido no país, durante a apresentação de seu terceiro relatório ao Congresso, n o último sábado (1), em Valparaíso.
“Apesar de alguns deputados se oporem, no segundo semestre do ano apresentaremos um projeto de lei sobre o aborto legal”, declarou Boric, destacando a necessidade de ampliar os direitos reprodutivos.
Desde 2017, o Chile permite o aborto em casos de risco à vida da mãe, inviabilidade do feto e estupro. No entanto, o governo não especificou as modificações propostas no novo projeto de lei.
O anúncio provocou reações adversas entre parlamentares conservadores, alguns dos quais deixaram a sala durante o discurso do presidente.
“Não é estranho que, nessa questão, seja um deputado homem que tenha saído da sala”, observou Boric, em meio à saída de uma dúzia de parlamentares.
Apesar da resistência, Boric afirmou sua determinação em avançar com a proposta, mesmo sem maioria no Congresso, onde a oposição rejeita o aborto livre.
Além do projeto de lei, o presidente também anunciou planos para modificar os regulamentos da lei atual, visando impedir que a objeção de consciência seja usada para negar o acesso ao procedimento.
A objeção de consciência tem sido uma barreira para o acesso ao aborto no Chile, tanto por parte de profissionais quanto de instituições de saúde, apesar de ter sido respaldada pelo Tribunal Constitucional em 2019.
Leia mais
Rússia intensifica ataques aéreos contra a Ucrânia após autorização de armas pela Otan
Ex-presidente Ahmadinejad oficializa sua candidatura nas eleições do Irã
Trump adverte sobre ‘ponto de ruptura’ para americanos caso ele seja preso
Governo Lula aponta povo brasileiro como principal problema do país

Faça um comentário