Israel e Hamas em confronto acentuado enquanto EUA tentam mediar acordo de paz.
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A recente ofensiva de Israel para eliminar combatentes do Hamas coincidiu com os esforços de mediadores apoiados pelos Estados Unidos para alcançar um acordo de paz, que visa libertar os reféns capturados pelo Hamas durante o ataque de 7 de outubro.
O Serviço de Emergência Civil de Gaza relatou que aproximadamente 60 corpos de palestinos foram recolhidos na última semana na área de Tel Al-Hawa e nas proximidades do bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, após ataques das forças israelenses.
Apesar da retirada de tanques de algumas regiões, moradores e equipes de resgate alertam que franco-atiradores e tanques israelenses ainda controlam áreas elevadas, desaconselhando o retorno dos residentes às suas casas.
“Há corpos espalhados pelas ruas, desmembrados, de famílias inteiras, e também dentro de uma casa completamente queimada,” afirmou Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil da Faixa de Gaza, em declarações à mídia local controlada pelo Hamas.
Militares israelenses declararam na quinta-feira 11 de julho que continuam desmantelando as capacidades do Hamas na Cidade de Gaza, seguindo a lei internacional e tomando precauções para minimizar danos aos civis.
Os braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica relataram intensos combates contra as forças israelenses, utilizando foguetes antitanque e morteiros, causando baixas e ferimentos. O exército israelense não comentou essas alegações.
A Cidade de Gaza, anteriormente lar de mais de um quarto dos residentes de Gaza antes da guerra, foi devastada no final de 2023. Centenas de milhares de palestinos retornaram às ruínas, apesar das novas ordens de evacuação de Israel. No entanto, com Israel controlando a maior parte das fronteiras e atacando outras partes da Faixa de Gaza, os moradores têm poucas opções seguras de deslocamento.
Mediadores árabes, com apoio dos EUA, buscam um acordo de cessar-fogo que trocaria reféns israelenses mantidos pelo Hamas por palestinos presos em Israel. Uma autoridade sênior do Hamas culpou Israel pelo fracasso em capitalizar o momento gerado pela retirada de uma exigência fundamental do Hamas na proposta de cessar-fogo dos EUA, dizendo que Israel ainda não tomou uma posição clara.
“Israel não tomou uma posição clara sobre a proposta do Hamas. Após discussões com mediadores em Doha, no Catar, Israel informou que a delegação voltaria para consultar o governo israelense”, afirmou à Reuters a autoridade anônima do Hamas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou na quinta-feira seu compromisso com a estrutura de cessar-fogo em negociação, acusando o Hamas de fazer exigências contraditórias. Netanyahu não especificou quais seriam essas exigências.
Fontes egípcias mencionaram que, embora houvesse progresso nas negociações, ainda restam questões de segurança e garantias de cessar-fogo a serem resolvidas.
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