Com mais de R$ 21 milhões apreendidos, Polícia Federal alerta para suspeitas de compra de votos e sugere restrições de saque em bancos.
Por Ana Raquel |Gnewsusa
A Polícia Federal (PF) está em alerta após apreender quantias recordes de dinheiro em espécie nas vésperas das eleições municipais deste ano, somando R$ 21 milhões na última semana antes do primeiro turno e R$ 590 mil no dia da votação. Em resposta, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, anunciou que proporá ao Banco Central e à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) limitar os saques nas vésperas do segundo turno, marcado para 27 de outubro, em uma tentativa de reduzir as chances de compra de votos.
Aumento Expressivo nas Apreensões em Relação a Anos Anteriores
O montante apreendido nesta eleição é quatro vezes maior que o recolhido nas eleições presidenciais de 2022 e 14 vezes superior ao das municipais de 2020. Nas eleições de 2022, o total confiscado pela PF foi de R$ 5 milhões, enquanto em 2020 o montante não passou de R$ 1,5 milhão. Este crescimento acelerado levanta questionamentos sobre o uso de recursos ilícitos para manipulação eleitoral.
Operações de Combate a Crimes Eleitorais em Diversos Estados
A PF realizou operações em estados como Alagoas, Amazonas, Ceará e Rio de Janeiro nos dias que antecederam o pleito, resultando em apreensões significativas de dinheiro em espécie. Em Alagoas, uma operação em 30 de setembro resultou na apreensão de R$ 790 mil, enquanto em Manaus, no mesmo dia, os agentes confiscaram R$ 798.750 em uma ação distinta.
No Ceará, operações ao longo de uma semana recolheram R$ 1,6 milhão em espécie. No Rio de Janeiro, uma apreensão de mais de R$ 2 milhões ocorreu na véspera do primeiro turno. Todas essas ações estão sob investigação para identificar a origem dos valores e possíveis vínculos com a compra de votos.
Discussões para Controle de Saques Antes do Segundo Turno
Andrei Rodrigues afirmou que está em contato com o Banco Central e Febraban para avaliar a viabilidade de uma medida que limite os saques nas vésperas do segundo turno, permitindo que as operações bancárias estejam mais monitoradas durante o período eleitoral. “Vamos propor algo antes do segundo turno, nem que seja uma mudança no fluxo de comunicação”, declarou o diretor-geral.
Com essas medidas, a PF espera reforçar a integridade do processo eleitoral e dificultar práticas ilícitas que comprometem o direito de voto dos cidadãos brasileiros.
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