Hamas pede suspensão imediata da ofensiva israelense e medidas para o reconhecimento da Palestina.
Por Ana Mendes | GNEWSUSA
A reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos gerou uma série de reações no cenário internacional, especialmente no Oriente Médio. Basem Naim, representante do Escritório Político do Hamas, declarou que a escolha dos americanos por Trump é uma questão interna, mas destacou as expectativas palestinas quanto ao fim da guerra em Gaza e ao reconhecimento de seus direitos à soberania.
Naim afirmou que os palestinos esperam um “fim imediato” da guerra, pedindo a criação de um Estado palestino com Jerusalém como sua capital. Ele criticou o que descreveu como “viés cego” dos Estados Unidos a Israel, e alegando que tais políticas ameaçam a estabilidade regional.
Histórico de apoio americano a Israel
O governo de Trump durante seu mandato anterior foi marcado por decisões que aprofundaram a aliança com Israel, como o reconhecimento de Jerusalém como sua capital e a transferência da embaixada americana para a cidade. Além disso, Trump cortou recursos à UNRWA e mediou os Acordos de Abraão, que estabeleceram relações entre Israel e vários países árabes.
A reaproximação de Trump com Israel também foi simbolizada pela relação com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Após sua reeleição, Netanyahu expressou otimismo, declarando que o retorno de Trump à presidência representa “um novo começo” para os laços bilaterais.
Conflito em Gaza e desafios diplomáticos
Atualmente, Israel está envolvido em confrontos em múltiplas frentes contra grupos armados apoiados pelo Irã, desencadeados por um ataque em larga escala liderado pelo Hamas em outubro de 2023. Em resposta à vitória de Trump, autoridades israelenses afirmaram esperar que a parceria estratégica entre os dois países continue sólida, independentemente de mudanças políticas internas nos EUA.
“Caro Donald e Melania Trump, Parabéns pelo maior retorno da história! Seu retorno histórico à Casa Branca oferece um novo começo para a América e um poderoso recompromisso com a grande aliança entre Israel e a América. Esta é uma grande vitória! Em verdadeira amizade, sua, Benjamin e Sara Netanyahu.”
Enquanto isso, o Hamas tenta pressionar o governo americano para que interrompa o apoio militar a Israel e medie um acordo que reconheça a Palestina como Estado soberano. No entanto, analistas apontam que a retórica do grupo, somada à sua postura inflexível, complica o avanço de qualquer negociação significativa.
Perspectivas para o Oriente Médio
A vitória de Trump reforça a expectativa de que os EUA manterão uma abordagem pró-Israel em sua política externa. Enquanto o conflito persiste, o futuro das relações entre os EUA, Israel e os palestinos permanece incerto, marcado por tensões históricas e interesses divergentes.
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