Caso destaca preocupação com efeitos adversos raros em gestantes.
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA
A Justiça do Rio de Janeiro condenou a farmacêutica AstraZeneca a pagar uma indenização de R$ 1,1 milhão à família de Thais Possati, promotora de Justiça que morreu em 2021 após receber a vacina contra a COVID-19. Thais, grávida de 23 semanas, sofreu graves complicações, incluindo AVC hemorrágico e trombose de seio venoso, menos de 24 horas após ser imunizada. Ela foi submetida a uma cirurgia de emergência, mas tanto ela quanto o bebê que esperava não resistiram.
Decisão judicial e implicações
A sentença, proferida pelo juiz Mauro Nicolau Junior da 48ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, destacou que a vacina da AstraZeneca, embora aprovada para uso emergencial e amplamente distribuída no combate à pandemia, apresentou efeitos adversos raros, especialmente em gestantes. Thais foi o primeiro caso documentado no Brasil de óbito de uma gestante associado ao imunizante.
Após o ocorrido, o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o uso da vacina em grávidas como medida preventiva. O juiz considerou que a farmacêutica falhou em fornecer informações claras sobre possíveis riscos específicos para esse grupo, o que justificou a decisão de indenização por danos morais e materiais.
Impacto no uso de vacinas em gestantes
O caso gerou debates intensos sobre segurança de imunizantes para grupos vulneráveis, como gestantes. Especialistas reforçam que eventos adversos graves são extremamente raros e que os benefícios da vacinação superam os riscos, especialmente em meio a uma pandemia. Entretanto, o episódio serviu como alerta para a necessidade de estudos mais aprofundados e protocolos claros para imunização de populações específicas.
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