Presidente eleito mantém postura crítica sobre gastos americanos com Otan e Ucrânia.
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, realizou neste sábado (7) sua primeira viagem internacional desde a vitória nas eleições de novembro. O republicano encontrou-se com o presidente francês Emmanuel Macron e o líder ucraniano Volodymyr Zelensky em Paris, antes de participar da reabertura da Catedral de Notre-Dame. O encontro teve como pauta principal a guerra na Ucrânia e os impactos para a segurança internacional.
A iniciativa de Macron em sediar a reunião reflete a tentativa europeia de assegurar o apoio dos Estados Unidos à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e ao financiamento da Ucrânia. Contudo, Trump foi firme em reafirmar seu compromisso de revisar os gastos excessivos que, segundo ele, têm sobrecarregado os contribuintes americanos.
Para o presidente eleito, os Estados Unidos não devem continuar financiando o que ele chamou de “guerras sem fim”. Trump destacou: “Os americanos não podem arcar com a segurança de outros países enquanto nossas próprias comunidades precisam de investimentos”.
Embora Macron tenha buscado alinhar interesses, Trump manteve o tom crítico em relação à contribuição dos países europeus para a Otan. Ele voltou a cobrar que as nações cumpram a meta de gastos com defesa, apontando que muitos membros não têm assumido a responsabilidade acordada.
Zelensky, por sua vez, avaliou o encontro como “muito bom e construtivo”, mas reconheceu que ainda há muito trabalho pela frente para estabelecer um plano de paz viável. “Precisamos continuar trabalhando nos detalhes de um acordo que seja justo para todos”, disse o líder ucraniano.
A visita de Trump à França marca o início de uma nova abordagem nas relações internacionais dos Estados Unidos, priorizando os interesses nacionais enquanto reforça o papel de liderança global. Para Trump, a mensagem é clara: “Estamos prontos para ajudar, mas não à custa do povo americano”.
Leia mais
STF ignora alegações de parcialidade e mantém Moraes em inquérito contra Bolsonaro
Insistência de Lula coloca Brasil sob mira de sanções dos EUA

Faça um comentário