Aumento de superbactérias em hospitais brasileiros preocupa especialistas

Gutemberg Brito/IOC/Fiocruz
Estudo revela crescimento de microrganismos resistentes a antibióticos e destaca riscos para a saúde pública.
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

Um estudo recente da Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (Afip), baseado em pesquisas realizadas em 2024, revelou um aumento significativo na presença de superbactérias em hospitais brasileiros. Das 71.064 amostras coletadas em 2023, 6,5% testaram positivo para bactérias resistentes a múltiplos antibióticos. Esse número representa um avanço em relação aos 6% registrados em 2022, apontando para um crescimento alarmante do problema.

Dentre os patógenos mais encontrados, o gênero Klebsiella continua sendo o mais frequente, mas o Acinetobacter baumannii apresentou um crescimento expressivo, ocupando agora a segunda posição entre as bactérias mais comuns em ambientes hospitalares. Especialistas sugerem que essa mudança pode estar relacionada ao uso excessivo e inadequado de antibióticos durante a pandemia de COVID-19, o que pode ter acelerado a resistência bacteriana.

Outro alerta veio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou preocupações sobre a versão hipervirulenta da Klebsiella pneumoniae, capaz de causar infecções severas mesmo em pessoas saudáveis. Além disso, um estudo publicado na revista Clinical Infectious Diseases revelou que a enzima NDM (New Delhi metallo-beta-lactamase) está entre as variantes mais detectadas nas amostras hospitalares, tornando essas infecções ainda mais difíceis de tratar.

Para conter a disseminação dessas superbactérias, hospitais brasileiros estão adotando medidas como isolamento de pacientes infectados, uso rigoroso de protocolos de higiene e participação em iniciativas como o projeto BR-Glass, do Ministério da Saúde, que busca monitorar e controlar a resistência antimicrobiana.

Especialistas reforçam que o combate às superbactérias exige investimentos em pesquisa para novos antibióticos, uso racional de medicamentos e a implementação de políticas rigorosas de controle de infecções hospitalares, garantindo assim a segurança dos pacientes e profissionais de saúde no Brasil.

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