Ex-presidente deixa hospital em Brasília e reforça confiança na recuperação com apoio da fé, da família e de seus apoiadores.
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
Depois de mais de três semanas internado, Jair Bolsonaro (PL) teve alta médica na manhã do último domingo (5) e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, sob aplausos e orações de apoiadores. A recuperação foi considerada positiva pelos médicos, que elogiaram a disciplina do ex-presidente durante o tratamento e ressaltaram a complexidade do procedimento cirúrgico pelo qual ele passou.
A saída aconteceu por volta das 11h, com Bolsonaro acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e assessores. Discreto, o ex-presidente evitou longos discursos devido à voz ainda debilitada, mas não deixou de se manifestar. “Obrigado meu Deus por mais esse milagre. Obrigado doutor Cláudio Birolini e equipe”, escreveu nas redes sociais pouco antes de deixar o hospital.
Segundo a equipe médica, a cirurgia foi uma das mais delicadas já enfrentadas por Bolsonaro, consequência direta das complicações causadas pela facada em 2018. O médico Cláudio Birolini explicou: “O presidente tinha um abdômen hostil, com muitas cirurgias prévias, aderências causando um quadro de obstrução intestinal. Uma parede abdominal bastante danificada em função da facada e das cirurgias prévias”.
Durante a manhã, apoiadores se reuniram em frente ao hospital para prestar solidariedade. Em um clima de oração e cânticos religiosos, cerca de 30 pessoas demonstraram apoio ao líder político que, mesmo hospitalizado, não deixou de inspirar mobilizações por todo o país.
Ao ser questionado sobre o evento marcado para esta semana em Brasília, a Marcha Pacífica da Anistia Humanitária, Bolsonaro foi direto: embora deseje participar, respeitará as ordens médicas. “Quem vai fazer eu seguir [as orientações médicas] é uma tal de Michelle”, disse, em tom descontraído, reconhecendo a firmeza da esposa na condução de sua recuperação.
Apesar das limitações impostas pelos médicos, o ex-presidente não perdeu o tom firme ao falar sobre temas políticos. Mesmo brevemente, criticou o ministro Alexandre de Moraes e destacou a importância da anistia para pacificar o país — reforçando seu compromisso com os brasileiros que continuam sendo alvo de perseguições.
A equipe médica reforçou a necessidade de cuidados contínuos, como fisioterapia e evitar aglomerações. “Passamos as instruções para que ele não participe presencialmente do ato. Não é recomendável nesse momento”, alertou Birolini.
O cardiologista Leandro Echenique destacou ainda o bom estado físico de Bolsonaro, o que favoreceu a recuperação: “A ausência de vícios como bebida e cigarro certamente contribuíram. Ele tem uma saúde forte”.
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