Maracanã volta a ser a casa da Seleção Brasileira

Após duas décadas de reformas e viagens pelo Brasil e pelo mundo, o templo do futebol reassume o posto de palco mais frequente da Amarelinha

Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

 

A Seleção Brasileira reencontra nesta quinta-feira (4) um velho e lendário endereço: o Maracanã. O duelo contra o Chile marca a 110ª partida oficial da equipe no estádio — 119ª se considerados também confrontos contra clubes e combinados. Nenhum outro estádio no planeta recebeu tantas vezes a camisa mais tradicional do futebol quanto o Maraca.

Durante anos, esse protagonismo ficou em segundo plano. Desde os anos 2000, as reformas no estádio e a política da CBF de levar a Seleção para outros estados e até para o exterior fizeram com que o Rio de Janeiro perdesse espaço. O Morumbi, em São Paulo, chegou a dividir a liderança em número de jogos desde então. Agora, o Maracanã volta a reinar sozinho como palco que mais vezes recebeu o Brasil em todos os tempos e também no século 21.

Desde a reforma de 2013, esta será a sétima apresentação da Seleção no estádio. Foram vitórias contra Espanha (2013), Peru (2019) e Chile (2021); empates, como diante da Inglaterra (2013); e derrotas para a Argentina (2021 e 2023). No mesmo período, arenas como Mineirão e Neo Química também receberam sete jogos, mostrando o caráter descentralizador da CBF.

A retomada do Maracanã tem razões políticas e administrativas. Após a Copa de 2014 — disputada sem jogos do Brasil no estádio carioca — e a saída da Odebrecht da gestão do Maraca, o gramado ganhou qualidade e os custos de operação ficaram mais acessíveis. Com isso, o palco histórico voltou a entrar no radar da Seleção.

Até 1979, o Maracanã era considerado oficialmente a casa da Seleção. Mesmo com partidas em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, a prioridade era o Rio de Janeiro. A partir da gestão Giulite Coutinho, a CBF adotou o discurso de levar o time para outras regiões, o que reduziu a supremacia carioca, mas não apagou a aura do estádio.

No século 21, a descentralização foi tão intensa que até o Emirates Stadium, em Londres, chegou a ser usado com frequência, somando oito partidas da Seleção desde 2000. Ainda assim, nenhum endereço rivaliza com a força simbólica do Maracanã.

É o maior templo do futebol mundial”, resumiu o técnico Carlo Ancelotti, em entrevista coletiva nesta semana. E nesta quinta-feira, esse templo volta a ser, de fato, a casa da Amarelinha.

 

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