Chile lidera rejeição à imigração na América Latina, aponta pesquisa

Levantamento da Atlas/Intel em parceria com a Bloomberg mostra que 92% dos chilenos veem a imigração como um problema
Por Chico Gomes | GNEWSUSA

O Chile é o país com maior rejeição à imigração na América Latina, segundo pesquisa divulgada na última sexta-feira (24) pela Atlas/Intel em parceria com a Bloomberg.

De acordo com o levantamento, 92% dos chilenos consideram a imigração um problema para o país — o índice mais alto entre todas as nações analisadas.

No extremo oposto, o Brasil apresenta uma percepção significativamente mais favorável: apenas 32% dos brasileiros enxergam a imigração como um obstáculo. O país também se destacou como o mais receptivo aos venezuelanos, com 61% dos entrevistados afirmando ver a chegada desses imigrantes de forma positiva.

O estudo aponta ainda que Chile e Peru concentram as maiores taxas de apoio a políticas migratórias mais rígidas, refletindo um cenário de crescente preocupação com segurança e economia. Já o México se posiciona como a nação mais aberta à imigração, com 22% da população apoiando políticas mais flexíveis.

Impactos culturais e econômicos

Além das percepções sobre controle migratório, a pesquisa avaliou os efeitos da imigração na cultura e na economia latino-americana. Nesse aspecto, Brasil (44%) e Argentina (45%) lideram entre os países que consideram a imigração culturalmente enriquecedora. Já a Colômbia (41%) se destaca pela visão positiva sobre os impactos econômicos dos fluxos migratórios.

O Brasil também apresentou o maior índice de percepção positiva em relação à moradia e ao emprego, com 26% dos entrevistados avaliando que a presença de imigrantes traz benefícios a esses setores. Em contraste, o Chile voltou a registrar as avaliações mais negativas, com 82% dos participantes afirmando que a imigração prejudica esses aspectos.

Segurança em foco

Quando o tema é segurança pública, o Chile mais uma vez lidera a percepção negativa: 94% dos entrevistados acreditam que a imigração aumenta os riscos e afeta a segurança nacional.

A pesquisa ouviu mais de 30 mil pessoas entre os dias 15 e 19 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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