Flávio Bolsonaro afirma que dose de remédios precisou ser aumentada para conter sintomas
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apresentar uma crise intensa de soluço, acompanhada de episódios de refluxo, nesta quinta-feira (27/11). Ele foi medicado dentro da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde está preso desde o último sábado (22). Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi necessário aumentar a dose de medicamentos para tentar estabilizar o quadro.
Crise se agravou ao longo do dia
De acordo com relatos dos filhos do ex-presidente, a crise iniciou ainda na madrugada e se intensificou ao longo da manhã. Jair Renan Bolsonaro afirmou que os soluços “voltaram mais acentuados” e “ainda mais fortes”, dificultando o descanso do pai durante a noite.
Carlos Bolsonaro também relatou que os episódios de refluxo observados na véspera persistiram de forma contínua durante todo o dia. A equipe médica responsável pelo cuidado do ex-presidente foi acionada e atuou no atendimento dentro da própria PF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado assistência médica permanente para Bolsonaro, o que permitiu que o atendimento fosse realizado de imediato.
Histórico e possíveis causas
Bolsonaro enfrenta crises recorrentes de soluço desde 2018, ano em que foi vítima de um ataque a faca durante a campanha presidencial. As cirurgias e complicações posteriores deixaram sequelas gastroesofágicas que, segundo especialistas, podem desencadear crises prolongadas de soluço e refluxo.
O tratamento é feito com medicamentos contínuos — alguns atuando no sistema nervoso central — e requer ajustes em situações de estresse ou agravamento dos sintomas. Segundo a família, o aumento da dosagem foi necessário para tentar conter a intensidade do quadro.
Repercussão entre aliados e familiares
A internação momentânea dentro da PF gerou apreensão entre familiares e apoiadores. Flávio Bolsonaro demonstrou preocupação ao afirmar que o pai enfrenta crises “desesperadoras” e que o agravamento dos sintomas teria motivado o aumento da medicação.
Aliados do ex-presidente também manifestaram inquietação com as condições de encarceramento e com a necessidade de acompanhamento médico constante.
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