Infraestrutura frágil, gasto público milionário e risco grave de acidentes fortalecem críticas sobre a preparação do grande evento climático
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A COP 30, realizada em Belém, transformou-se em um verdadeiro fiasco internacional, evidenciando problemas que setores conservadores já vinham alertando há meses. Friedrich Merz, líder da oposição alemã e representante do partido CDU, afirmou que muitos membros da delegação internacional saíram da cidade com alívio diante das condições enfrentadas durante o evento. A fala, ríspida para alguns, descreve fielmente o que qualquer participante pôde observar: calor extremo, filas para água, falta de energia elétrica e ambientes improvisados, onde delegados chegaram a passar mal.
Problemas relatados na estrutura da conferência
Diversos participantes mencionaram obstáculos que ultrapassaram expectativas. Entre os pontos mais citados estavam:
• Calor extremo sem climatização suficiente;
• Filas extensas para acesso à água e pontos de hidratação;
• Quedas de energia registradas em áreas de circulação;
• Ambientes improvisados, incapazes de comportar o fluxo de visitantes;
• Episódios de mal-estar entre delegações devido à falta de ventilação;
• Estandes danificados pela chuva, evidenciando fragilidade na montagem.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram estruturas cedendo e áreas encharcadas, contrastando com o alto custo divulgado oficialmente.
Gastos milionários e risco elevado
Documentos públicos indicam que a montagem dos pavilhões temporários custou mais de R$ 211 milhões, valor que gerou estranhamento entre especialistas em logística e eventos. Apesar do investimento, parte da estrutura apresentou desempenho inferior ao esperado, chegando a registrar um princípio de incêndio rapidamente controlado.
Especialistas destacam que o projeto priorizou estética e marketing político, em detrimento de soluções técnicas compatíveis com o clima e a complexidade do evento. Relatórios de equipes técnicas e observadores internacionais já apontavam preocupações quanto ao revestimento inflamável, circulação limitada e ausência de barreiras de proteção adequadas. Caso o incêndio tivesse se propagado, poderia ter terminado em tragédia, considerando a concentração de autoridades, delegações internacionais e trabalhadores no local.
Gestão e responsabilidade histórica
Para setores conservadores, o episódio reforça um questionamento recorrente: o governo federal falhou em estruturar adequadamente a região Norte ao longo dos últimos anos, especialmente em infraestrutura básica, trânsito, segurança e logística.
A Amazônia, embora riquíssima em potencial ambiental e econômico, segue marcada por:
• Obras incompletas,
• Atrasos em investimentos essenciais,
• Pouca integração de transporte,
• Ausência de planejamento estratégico.
Com isso, o país chega à prévia da COP 30 tentando corrigir problemas que deveriam ter sido enfrentados há anos, durante sucessivos mandatos do PT. A falta de preparação transforma um evento estratégico em desperdício de recursos e risco diplomático.
Repercussão política e internacional
A reação do governo brasileiro expôs mais do que sensibilidade ferida. Lula respondeu que Merz deveria ter visitado um boteco no Pará, enquanto Janja declarou que o alemão foi infeliz e insinuou que estava na cidade apenas a passeio. Essa interpretação só faz sentido se presumirmos que a COP da Amazônia foi planejada como roteiro de turismo político, e não como conferência internacional séria.
A situação degringolou quando o Senado brasileiro aprovou um voto de censura contra Merz, mesmo sem existir mentira, ofensa deliberada ou desinformação. Houve crítica — e houve verdade. Transformar essa crítica em ofensa nacional é o subdesenvolvimento convertido em coreografia oficial. O Brasil não se incomodou com o vexame que produziu, mas sim com o fato de alguém tê-lo notado.
Impacto direto na percepção internacional
A fala de Merz ecoou em círculos diplomáticos, refletindo impressões reais de quem participou do evento. Especialistas afirmam que a preparação da COP 30, se não tratada com seriedade e responsabilidade, pode transformar um momento estratégico em novo desgaste internacional, justamente quando o mundo estará atento ao Brasil.
Enquanto o governo priorizava performance e marketing político, delegações enfrentavam calor extremo, falta de água e energia, ambientes improvisados e risco real de acidentes.
Oportunidade perdida
A COP 30 poderia ser a chance de o país demonstrar compromisso com desenvolvimento sustentável, eficiência administrativa e liderança no debate climático. Em vez disso, o evento expôs a ausência de planejamento, infraestrutura e visão estratégica.
A COP 30 é, portanto, um retrato fiel do Brasil: a parte que a natureza fez e cuida é deslumbrante; a parte que entregamos aos políticos é marcada por improviso, vaidade e irresponsabilidade. Belém não falhou porque foi criticada — falhou porque foi mal administrada, e porque o PT, no seu quinto mandato neste século, jamais cuidou adequadamente do desenvolvimento da Amazônia.
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