CPMI do INSS pede prisão preventiva de 27 pessoas envolvidas em fraudes contra aposentados

Foto: representação/IA
Pedidos foram encaminhados ao ministro André Mendonça, relator no STF, e incluem empresários, advogados e ex-servidores públicos. Esquema afetou diretamente a saúde mental e financeira de milhares de idosos
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada em agosto deste ano para investigar fraudes em benefícios previdenciários, já aprovou 27 pedidos de prisão preventiva. As solicitações foram enviadas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da ação que trata das irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social.

A decisão reflete a gravidade do esquema que atingiu aposentados e pensionistas em todo o país, com descontos ilegais em benefícios e manipulação de dados cadastrais. Segundo as investigações, empresários e advogados teriam operado um sistema de associações falsas, aplicando cobranças indevidas em nome de sindicatos e entidades de fachada.

Fraudes com impacto social e emocional

As investigações revelam que milhares de idosos foram lesados, muitos deles em situação de vulnerabilidade. O impacto psicológico e financeiro tem sido profundo: aposentados relataram crises de ansiedade, depressão e dificuldade para custear medicamentos e tratamentos de saúde após perceberem reduções indevidas em seus benefícios mensais.

A comissão destaca que as fraudes contra o INSS não apenas drenam recursos públicos, mas também comprometem o bem-estar e a segurança financeira de quem mais depende do sistema previdenciário — os idosos, portadores de doenças crônicas e pessoas com deficiência.

Andamento das investigações

Entre os principais nomes com pedidos de prisão estão o advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, já alvo de operação da Polícia Federal, e o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, afastado em abril de 2025. Também constam empresários como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti, ambos apontados como operadores centrais do esquema.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), tem pressionado o Supremo Tribunal Federal para que as medidas sejam analisadas com urgência. Ele também solicitou confisco de passaportes dos investigados, buscando evitar risco de fuga e ocultação de patrimônio.

Prisões já realizadas e próximos passos

Até o momento, duas prisões preventivas foram efetivadas, e três prisões em flagrante ocorreram durante depoimentos à comissão, incluindo a de Rubens Oliveira Costa, apontado como intermediário do “Careca do INSS”, e Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer. Todos os detidos foram liberados após pagamento de fiança.

A CPMI segue colhendo depoimentos e aprofundando as investigações sobre o envolvimento de servidores, empresários e instituições financeiras. O relator no STF, ministro Mendonça, deve decidir nos próximos dias sobre os pedidos de prisão restantes, após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Um alerta sobre vulnerabilidade e saúde pública

Especialistas em saúde do idoso apontam que golpes previdenciários têm efeito direto sobre a saúde mental e física da população idosa. A perda de recursos destinados à sobrevivência básica pode resultar em abandono de tratamentos, agravamento de doenças e sofrimento emocional.

Nesse contexto, a CPMI do INSS tem papel crucial não apenas na punição dos culpados, mas também na reconstrução da confiança social em políticas públicas voltadas à proteção do idoso e da renda previdenciária — pilares essenciais da saúde coletiva e da dignidade humana no Brasil.

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