Rombo bilionário força PDV em massa, venda de prédios e empréstimo gigantesco, e país teme novo prejuízo ao contribuinte
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Os Correios, uma das maiores estatais do país, entraram em uma crise financeira séria. Segundo dirigentes da empresa, o rombo bilionário cresceu nos últimos anos, acelerado principalmente na gestão atual do governo Lula.
A estatal enfrenta:
• Queda na quantidade de cartas enviadas;
• Aumento de custos internos;
• Perda de contratos grandes para concorrentes;
• Estrutura pesada, com excesso de pessoal em algumas áreas.
Esse conjunto de problemas deixou a empresa perto do limite operacional e financeiro.
A solução apresentada pelo governo: cortar 10 mil funcionários
Para tentar “estancar a sangria”, como técnicos descrevem internamente, o governo Lula aprovou um plano que prevê:
1. Demissão de 10 mil trabalhadores
Será por meio de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV).
A ideia é reduzir a folha salarial — que hoje é uma das maiores despesas dos Correios.
O objetivo é economizar até R$ 2 bilhões por ano.
2. Venda de imóveis e estruturas antigas
Prédios, galpões e áreas consideradas “ociosas” devem ir a leilão.
O dinheiro arrecadado serviria para aliviar dívidas e financiar novas operações.
3. Pedido de empréstimo gigante de R$ 20 bilhões
Esse é um dos pontos mais sensíveis. Para funcionar, os Correios precisam de dinheiro imediato — e muito.
O governo negocia um empréstimo bilionário, mas bancos querem garantias de que a empresa conseguirá cortar gastos antes de liberar a verba.
Por que a oposição responsabiliza o governo Lula?
Parlamentares de direita e parte de especialistas alertam que:
• A crise se agravou após troca de diretoria e indicações políticas;
• Os Correios voltaram a ser usados como “cabide de empregos”;
• Gastos administrativos aumentaram nos últimos dois anos;
• O governo abandonou planos de modernização e possível privatização estudados no governo anterior.
Para esses críticos, a demissão de 10 mil pessoas é consequência direta de má gestão, não apenas da queda natural no volume de cartas.
Além disso, questionam por que o governo busca um empréstimo tão alto, que pode acabar virando dívida pública — ou seja, paga pelo contribuinte.
Como isso afeta o cidadão comum?
Mesmo quem nunca usou os Correios recentemente pode sentir impactos:
1. Atrasos nas entregas
Com menos funcionários, a distribuição pode ficar mais lenta, principalmente em cidades pequenas.
2. Fechamento de agências
Locais com pouco movimento podem ter unidades encerradas para reduzir custos.
3. Aumento de tarifas
Se a estatal não conseguir equilibrar as contas, existe risco de aumento em serviços como Sedex, PAC e postagens básicas.
4. Conta chegando para o contribuinte
Se o governo usar garantias públicas para obter o empréstimo, o brasileiro, mesmo que não utilize os Correios, pode acabar pagando a dívida através de impostos futuros.
Perguntas que ainda não têm resposta
Apesar do plano anunciado, muitos pontos continuam abertos:
• Quem terá prioridade no PDV?
• Qual será o custo final das indenizações?
• O governo Lula vai assumir o prejuízo se os bancos recusarem o empréstimo?
• Haverá privatização parcial no futuro ou o governo pretende sustentar a estatal sozinho?
• Como garantir que cortes não prejudiquem o serviço postal básico?
Conclusão: crise estrutural ou crise de gestão?
Os Correios vivem um dos momentos mais delicados da sua história.
O governo Lula tenta aplicar um choque duro: demissões, venda de patrimônio e pedido bilionário de empréstimo.
Para seus defensores, é um esforço para recuperar a estatal.
Para os críticos, é resultado de decisões políticas mal planejadas que agora geram um impacto pesado tanto no serviço público quanto no bolso do contribuinte.
A única certeza, neste momento, é que a reestruturação vai atingir milhões de brasileiros, direta ou indiretamente — e que o futuro dos Correios depende de como esse plano será executado nos próximos meses.
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