EUA pedem liberação de transcrições do caso Epstein com base em nova lei

Departamento de Justiça cita legislação sancionada por Trump para solicitar divulgação dos registros do grande júri
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

O governo dos Estados Unidos voltou a solicitar a um tribunal federal a liberação das transcrições do grande júri referentes ao caso Jeffrey Epstein. O pedido foi encaminhado ao Tribunal Federal do Sul da Flórida e ocorre após decisões anteriores de magistrados de Nova York e da Flórida que negaram pedidos semelhantes devido a limitações previstas na legislação vigente à época.

Esta é a primeira ação pública da atual administração desde a sanção da nova lei assinada pelo presidente Donald Trump, que determina a divulgação de quase todos os arquivos relativos à investigação de Epstein. No documento enviado ao tribunal, o Departamento de Justiça reforça que a legislação atual ampara a abertura das transcrições e solicita a revisão de qualquer ordem de sigilo que impeça a publicação do material.

A procuradora-geral Pam Bondi afirma que a nova lei não proíbe automaticamente o acesso às transcrições do grande júri. Ainda assim, uma decisão anterior da juíza responsável pelo caso havia negado o pedido, destacando que esse tipo de divulgação só seria permitido em situações específicas, que, segundo ela, não se aplicariam ao processo envolvendo Epstein. A magistrada reconheceu o forte interesse público no tema, mas observou que somente uma determinação da Suprema Corte poderia autorizar a liberação.

A legislação sancionada por Trump não aborda diretamente os depoimentos prestados diante do grande júri, mas estabelece critérios mais amplos de transparência sobre a investigação. A aprovação ocorreu com apoio significativo do Congresso, incluindo ampla adesão de parlamentares republicanos.

Jeffrey Epstein foi condenado em 2008, na Flórida, por exploração sexual de uma menor, após um acordo judicial controverso. Em 2019, enquanto aguardava julgamento por novas acusações federais de tráfico sexual — que poderiam resultar em décadas de prisão — morreu em uma penitenciária de Nova York.

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