Louvre reforça segurança com 100 novas câmeras após roubo milionário

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Museu anuncia vigilância ampliada, delegacia interna e novas barreiras de proteção após furto de joias avaliadas em mais de R$ 550 milhões na galeria Apollo
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

O Museu do Louvre, um dos maiores símbolos culturais da França, anunciou um novo e amplo pacote de segurança que prevê a instalação de 100 câmeras externas até o fim de 2026. A medida foi apresentada pelo diretor da instituição, Laurence Des Cars, durante audiência na Assembleia Nacional.

Des Cars explicou que o reforço na vigilância é uma resposta direta ao roubo ousado ocorrido em 19 de outubro, quando quatro indivíduos furtaram joias avaliadas em mais de R$ 550 milhões. O episódio expôs fragilidades estruturais e colocou em dúvida a capacidade do Louvre de proteger seu vasto acervo.

Além da ampliação do monitoramento por câmeras, o diretor revelou a criação de uma “delegacia de polícia avançada” dentro do próprio museu, proposta para estreitar a cooperação com a Polícia de Paris e intensificar a presença policial no local.

Embora as investigações tenham levado à acusação de quatro suspeitos pelo assalto, as joias seguem desaparecidas. As autoridades reconheceram que a cobertura de câmeras existente era insuficiente e que o setor invadido não contava com vigilância adequada naquele momento.

Como parte das novas iniciativas, o Louvre também receberá dispositivos anti-intrusão e barreiras anti-colisão nas vias próximas ainda este ano.

Um relatório recente da Cour des Comptes criticou a falta de modernização da infraestrutura do museu, apontando que investimentos excessivos em aquisições de obras contribuíram para esse atraso. Em resposta, Des Cars afirmou: “Assumo total responsabilidade por essas aquisições, que são o orgulho do nosso país. O trabalho no Louvre não deve ser visto como concorrente ao enriquecimento das coleções nacionais.”

Roubo no Louvre

Por volta das 9h30 de 19 de outubro, quatro homens chegaram ao Louvre em uma caminhonete de mudanças furtada, equipada com uma escada extensível. Vestindo coletes refletivos e se passando por funcionários de manutenção, eles quebraram uma janela sem reforço de segurança e acessaram a galeria Apollo.

Em menos de sete minutos, o grupo levou oito joias da coroa francesa, avaliadas em cerca de €88 milhões. Entre elas, estavam um colar de esmeraldas e diamantes dado por Napoleão I à imperatriz Maria Luísa, e um diadema com 212 pérolas e quase 2 mil diamantes que pertenceu à imperatriz Eugênia. Uma nona peça — uma coroa com diamantes e esmeraldas — foi perdida pelos assaltantes durante a fuga.

Um mês após o crime, as investigações continuam, com suspeitos já detidos, mas as joias permanecem desaparecidas.

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