Megaesquema de R$ 26 bilhões em combustíveis expõe falhas do governo Lula

Rombo bilionário e gastos públicos aumentam pressão política e críticas à gestão federal

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O governo Lula se encontra sob intensa pressão após a revelação de um megaesquema de sonegação de impostos no setor de combustíveis, que pode ter gerado prejuízos de até R$ 26 bilhões aos cofres públicos, segundo estimativas de especialistas e órgãos de fiscalização. 

As investigações indicam que o grupo de contribuintes investigados deixava de recolher cerca de R$ 350 milhões por mês, reforçando a urgência de medidas contra o chamado “devedor contumaz”.

Diante do rombo bilionário, o governo Lula busca a aprovação de um projeto de cobrança de impostos, mas a resistência no Congresso evidencia que as medidas ainda avançam de forma lenta frente aos desafios da sonegação.

Ao mesmo tempo, o Congresso autorizou a liberação de R$ 34,3 bilhões em gastos, medida criticada por especialistas como um drible à “regra de ouro” fiscal, que visa impedir o uso de créditos sem cobertura orçamentária. Paralelamente, propostas do presidente Lula para 2026, como a isenção de imposto sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a redução da jornada de trabalho, acendem o alerta do mercado financeiro, que teme um aumento do déficit público e comprometimento da sustentabilidade fiscal do país.

Outro ponto que voltou à pauta é a chamada “taxa das blusinhas”, imposto sobre importações de pequeno valor. Deputados discutem a possibilidade de extinguir a cobrança, que impacta diretamente o comércio eletrônico internacional e a indústria nacional. O futuro da taxação ainda é indefinido, gerando debates sobre seus efeitos econômicos.

Além de desafios internos, o governo enfrenta complicações externas: as companhias aéreas brasileiras Gol e Latam foram afetadas pela revogação de licenças de operação na Venezuela, e autoridades alertam que fundos de origem ilícita têm sido movimentados fora do país, evidenciando desafios no combate a esquemas internacionais.

Internamente, levantamento recente mostrou que o Poder Judiciário lidera o ranking de supersalários, com pagamentos acima do teto constitucional, reforçando críticas sobre os gastos públicos. No setor do agronegócio, a política de importação de tilápia do governo Lula gerou insatisfação entre produtores nacionais, que apontam possíveis impactos na produção interna.

O cenário evidencia um governo sob pressão fiscal e política, enfrentando desafios na gestão de recursos e debates sobre medidas controversas, que aumentam a atenção da população e especialistas sobre a eficiência da administração federal.

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