Polícia Civil destrói depósito do Comando Vermelho e apreende 700 botijões de gás no Rio

Operação no Complexo do Lins desmonta monopólio criminoso, protege moradores e reforça a presença do Estado em áreas dominadas pelo crime

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta sexta-feira (28), uma operação em um depósito de gás no Complexo do Lins, vinculado ao Comando Vermelho. Durante a ação, 700 botijões de gás foram apreendidos, após investigações indicarem que a facção impunha monopólio do fornecimento de gás na região, cobrando valores até três vezes superiores aos de mercado.

Além do gás, as investigações apontam outras atividades criminosas da quadrilha, como clonagem de veículos roubados, roubo de cargas, tráfico de drogas e cobrança de taxas de moradores e comerciantes.

“No curso da apuração, uma concessionária confirmou que seus técnicos foram ameaçados e impedidos de entrar na localidade para restabelecer o fornecimento. Além disso, diversas distribuidoras relataram que não poderiam entregar os itens em endereços da região com medo de represálias”, explicou a Polícia Civil.

Primeira fase da Operação Contenção completa um mês

A operação, que visa impedir a expansão do Comando Vermelho nas favelas cariocas, mobilizou cerca de 2,5 mil agentes, entre Ministério Público e polícias estaduais. Ao todo, já ocorreram 122 mortes, incluindo cinco policiais, tornando a ação a mais letal da história do país.

Até agora, 113 pessoas foram presas e 460 armas apreendidas, segundo balanço oficial. O governo estadual, liderado por Cláudio Castro (PL), e associações de delegados afirmam que as medidas seguem estritamente a lei e ressaltam os resultados no combate à organização criminosa.

Controle do crime e desafios legais

Por conta da letalidade da operação, tramita a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n° 635 (ADPF das favelas), com relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que chegou a se reunir com o governador e autoridades locais. O objetivo é analisar a legalidade das ações, embora representantes do governo e da Polícia Civil defendam a operação como necessária e dentro da lei.

Projeto de lei antifacção avança no Congresso

Enquanto isso, o Congresso Nacional analisa o projeto de lei antifacção, que busca endurecer medidas contra organizações criminosas. O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) deixou temporariamente o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para assumir o mandato federal.

Agora no Senado, o projeto está sob relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE), que anunciou uma revisão completa no texto, após Derrite ter apresentado seis versões diferentes antes da proposta final.

Conclusão

A ação no Complexo do Lins mostra a força do Estado em combater monopólios ilegais e a violência organizada nas favelas, protegendo moradores e comerciantes.

A apreensão de botijões de gás, o bloqueio de atividades ilícitas e as prisões demonstram que o combate às facções exige ações firmes, planejamento e legalidade, reforçando que o Estado pode recuperar territórios antes dominados pelo crime.

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