O governo brasileiro protege o regime chavista enquanto o contribuinte paga a conta de políticas ideológicas
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Desde seu retorno ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido uma postura de total alinhamento político e ideológico com o regime de Nicolás Maduro, reforçando um histórico de mais de 20 anos de aproximação entre governos do Partido dos Trabalhadores (PT) e o chavismo.
A estratégia brasileira tem sido marcada pela defesa diplomática de Maduro, minimização das denúncias internacionais de autoritarismo e repressão política, e ataques a líderes opositores venezuelanos.
Em março de 2024, por exemplo, Lula comparou o impedimento da principal líder da oposição, María Corina Machado, à sua própria inelegibilidade no Brasil, sugerindo que a opositora simplesmente indicasse outro candidato. A declaração provocou repercussão internacional negativa, evidenciando uma postura que favorece o regime chavista em detrimento de princípios democráticos.
Historicamente, essa relação remonta ao primeiro mandato de Lula, quando a política externa brasileira passou a tratar a Venezuela como aliada estratégica na América do Sul. Foram investimentos bilionários em projetos conjuntos, como a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que se tornaram símbolo de fracasso econômico e corrupção.
A refinaria, concebida como parceria com a estatal PDVSA, acabou sendo tocada integralmente pela Petrobras, enquanto a Venezuela deixou de cumprir sua parte. O custo do projeto, inicialmente estimado em US$ 2,5 bilhões, explodiu para cerca de US$ 18 bilhões, transformando-se em um dos maiores escândalos do governo petista no setor de energia.
Além disso, o Brasil tem assumido o peso financeiro da inadimplência venezuelana, com a dívida do país vizinho ultrapassando R$ 10 bilhões, garantida por recursos do Tesouro Nacional.
Especialistas em política externa e economia alertam que essas ações comprometeram o papel histórico do Brasil como potência estabilizadora da região, enquanto o país não exerce qualquer pressão efetiva sobre Maduro.
O alinhamento histórico se estende também a ações políticas nos bastidores. Documentos e relatos de campanhas presidenciais venezuelanas indicam que o PT teria atuado diretamente no fortalecimento do regime, incluindo suporte à candidatura de Maduro e consultoria de profissionais ligados ao partido brasileiro.
Críticos da política externa atual apontam que o governo brasileiro prefere o discurso do diálogo e da não interferência enquanto blinda politicamente Maduro, contrastando com a postura de países vizinhos que condenaram abertamente fraudes e violações democráticas. Segundo o cientista político Elton Gomes, o Brasil permanece “no limbo diplomático”, sem liderar condenações regionais nem mediar soluções políticas na Venezuela, mas ainda assim em confronto indireto com democracias ocidentais.
A postura do governo brasileiro também se manifesta na defesa pública do regime em eventos internacionais. A visita de Maduro ao Palácio do Planalto em 2023, com honras de chefe de Estado, simbolizou a reabilitação diplomática do ditador, reforçando a narrativa de alinhamento político que ignora os abusos autoritários e o sofrimento da população venezuelana.
Especialistas, parlamentares de oposição e setores do empresariado brasileiro alertam que o modelo adotado pelo PT não apenas favorece um governo estrangeiro autoritário, como também gera prejuízos bilionários para o contribuinte brasileiro, sem perspectivas de retorno ou responsabilização do parceiro internacional.
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