Maior pagamento da história do fundo deve alcançar 1,6 milhão de aplicadores
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está prestes a dar início ao pagamento dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Banco Master, instituição que teve sua liquidação decretada em novembro de 2025. A operação deve movimentar cerca de R$ 41 bilhões, alcançando aproximadamente 1,6 milhão de investidores em todo o país.
Com a conclusão da conferência da base de credores, o FGC recebeu a listagem final elaborada pela EFB Regimes Especiais de Empresas, responsável pela condução da liquidação extrajudicial. A partir disso, o fundo está autorizado a executar os ressarcimentos dentro do teto regulamentar de R$ 250 mil por CPF, conforme previsto nas regras do sistema de proteção aos depositantes.
A expectativa é que os primeiros pagamentos ocorram em até dez dias, prazo considerado superior ao padrão histórico do FGC. Em processos anteriores, o intervalo médio entre a liquidação e o início dos repasses girou em torno de quatro semanas. No caso do Banco Master, a complexidade jurídica e o volume elevado de investidores exigiram um cronograma mais cauteloso.
Parte do atraso esteve relacionada a questionamentos judiciais que tentaram suspender a liquidação extrajudicial da instituição financeira. Com a recente decisão que confirmou a legalidade do processo, o impasse foi superado, permitindo o avanço da fase de ressarcimento aos aplicadores.
Enquanto aguardavam uma definição, os investidores permaneceram com os recursos sem correção ou rendimento, o que gerou perdas em relação a aplicações de referência, como as atreladas ao CDI. A situação afetou principalmente pequenos poupadores, cujo valor médio aplicado foi estimado em R$ 25 mil por CPF.
Segundo o FGC, todo o procedimento será realizado de forma 100% digital. Os beneficiários deverão acessar o aplicativo oficial do fundo, efetuar um cadastro simples e assinar eletronicamente a solicitação de pagamento. Após essa etapa, o crédito será realizado na conta indicada em até dois dias úteis.
Para valores que ultrapassem o limite garantido, o montante excedente seguirá os trâmites do processo de liquidação, podendo ser pago futuramente conforme a recuperação de ativos do banco.
A condução da liquidação ganhou maior robustez jurídica após o Tribunal de Falências dos Estados Unidos reconhecer a competência do Banco Central do Brasil sobre o caso, reforçando a segurança do processo e ampliando a confiança dos investidores na restituição dos valores.
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