Argentina decide restringir imigração de venezuelanos ligados a Maduro

O governo argentino decidiu restringir a entrada de funcionários, membros das forças armadas e empresários associados ao regime do ditador

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Novas medidas de controle da imigração foram anunciadas pelo Ministério de Segurança Nacional da Argentina, após a prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em operação realizada pelos Estados Unidos no último fim de semana. O governo argentino decidiu restringir a entrada de funcionários, membros das forças armadas e empresários associados ao regime de Maduro.

Em comunicado, a Argentina anunciou que as novas disposições estabelecem restrições a pessoas associadas ao governo de Nicolás, com objetivo de impedi-los de usar o país como refúgio. “A Argentina não concederá asilo a colaboradores do regime de Maduro”, ressalta o texto.

Após a ação realizada pelo governo americano na Venezuela, no último sábado, o presidente argentino, Javier Milei, publicou um comunicado oficial, celebrando “a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América”. Ele comparou a Venezuela com Cuba dos anos 1960 e classificou o país como “inimigo da liberdade”.

Prisão

Maduro foi deposto do comando da Venezuela nesse fim de semana, ao ser preso em uma ação coordenada dos Estados Unidos. As autoridades americanas dizem que ele é lidera o Cartel de Los Soles, acusado de exportar drogas e armas para os EUA. Antes da operação, o governo Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem ao paradeiro do líder chavista.

Transportado para os Estados Unidos, Maduro está sendo submetido a um processo na Justiça Federal e pode receber uma pena máxima de prisão perpétua. Nesta segunda-feira (5), ele passou por uma audiência preliminar no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, em uma etapa inicial do processo, em que também são discutidos aspectos da admissibilidade da prisão.

Maduro responde pelos crimes de conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e uso de armamento pesado. A denúncia também envolve outros membros do alto escalão do governo venezuelano, aliados políticos e líderes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

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