Autoridades da Groenlândia pedem diálogo diante de debates estratégicos no Ártico

Governo local reconhece preocupações de segurança dos Estados Unidos e defende cooperação sem medidas coercitivas
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

Uma alta autoridade do governo da Groenlândia afirmou nesta terça-feira (13) que é essencial manter o diálogo diplomático diante das discussões estratégicas envolvendo o futuro da região do Ártico. Segundo a ministra de Negócios e Recursos Minerais, Naaja Nathanielsen, o governo local espera que as conversas com os Estados Unidos avancem de forma construtiva e respeitosa.

Durante uma reunião com parlamentares no Parlamento britânico, Nathanielsen destacou que o debate tem gerado apreensão entre a população da ilha e reforçou a importância de clareza institucional sobre o tema.

A ministra reconheceu que os Estados Unidos veem a Groenlândia como parte relevante de sua estratégia de segurança nacional, especialmente diante do atual cenário geopolítico global. Segundo ela, o governo groenlandês compreende a necessidade de reforçar o monitoramento e a presença estratégica no Ártico, área considerada cada vez mais sensível para a estabilidade internacional.

“Entendemos a necessidade de ajustes e de novas abordagens diante do aumento das tensões globais. Estamos abertos à cooperação e ao fortalecimento da segurança regional, desde que isso ocorra por meio do diálogo”, afirmou.

Nathanielsen também reiterou que a Groenlândia defende soluções diplomáticas e parcerias estratégicas, sem medidas unilaterais ou coercitivas.

Paralelamente, autoridades da Dinamarca confirmaram que o país prestou apoio logístico às forças americanas em uma recente operação no Atlântico Oriental, relacionada ao cumprimento de sanções internacionais. A cooperação faz parte dos compromissos de segurança entre aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Fontes do governo dos Estados Unidos informaram que o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio devem se reunir com representantes da Dinamarca e da Groenlândia na Casa Branca para tratar de interesses estratégicos no Ártico, incluindo segurança, cooperação militar e estabilidade regional.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reiterou que a ilha mantém sua autonomia política e reforçou o interesse em parcerias que respeitem a autodeterminação do território. Já a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, destacou a disposição do país em ampliar investimentos na segurança do Ártico em coordenação com aliados.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que a prioridade da aliança é garantir a segurança do Extremo Norte e que as discussões internas devem ser resolvidas por meio do diálogo entre os países-membros.

Uma delegação do Congresso dos Estados Unidos também deve visitar Copenhague nos próximos dias, reforçando os laços diplomáticos e a cooperação entre Washington e seus aliados europeus em um momento de crescente atenção estratégica ao Ártico.

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