Imagens e mensagens trocadas com o patrão antecederam o assassinato da esposa dele e integram a acusação apresentada à Justiça da Virgínia
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Fotos e mensagens envolvendo a babá brasileira Juliana Peres Magalhães, de 25 anos, e seu patrão nos Estados Unidos, Brendan Banfield, foram apresentadas à Justiça como parte central do julgamento que apura o assassinato de Christine Banfield, esposa de Brendan, morta a facadas em fevereiro de 2023, no norte da Virgínia.
Juliana, que participava do programa Au Pair, teria mantido um relacionamento extraconjugal com Banfield semanas antes do crime. Entre as imagens exibidas aos jurados estão selfies íntimas do casal e registros feitos entre julho e dezembro de 2022 — apenas dois meses antes do homicídio. Uma das fotos foi publicada nas redes sociais da brasileira com legenda em português demonstrando envolvimento emocional com o patrão.

Segundo a Promotoria, o relacionamento entre Juliana e Brendan ocorreu enquanto ele planejava o assassinato da esposa. As imagens foram apresentadas durante o julgamento na semana passada, incluindo uma fotografia feita na véspera do Ano Novo de 2022, em que os dois aparecem trocando carícias sob uma mesa, além de registros em um estande de tiro.

Durante o processo, Juliana afirmou que Brendan temia se divorciar por questões financeiras e pela disputa da guarda da filha de 4 anos, de quem ela cuidava como babá. Em depoimento, a brasileira relatou que os dois teriam discutido formas de se livrar de Christine para ficarem juntos, conforme informações.
De acordo com a acusação, Brendan criou uma conta falsa em um site de fetiches, se passando pela esposa, para atrair Joseph Ryan, de 38 anos, sob o pretexto de uma encenação sexual. Ao entrar no quarto onde Christine estava, Ryan foi baleado por Brendan, que em seguida esfaqueou a própria esposa. A cena teria sido montada para simular uma tentativa de invasão domiciliar.

Juliana também confessou ter atirado em Ryan após perceber que ele ainda se movia no chão. Ela foi presa em outubro de 2023, acusada de assassinato, e posteriormente condenada por homicídio culposo. Seu depoimento se tornou peça-chave na acusação contra Brendan, que se declarou inocente.
Em cartas escritas na prisão, Juliana expressou sentimentos de culpa, vergonha e amor por Brendan, afirmando que estaria disposta a assumir a responsabilidade pelo crime. Em uma das mensagens, disse que “daria a própria vida por ele” e que assumiria a culpa “por nós dois”.

Juliana será sentenciada após o fim do julgamento de Brendan Banfield, que pode se estender por até quatro semanas e resultar em pena de prisão perpétua. O caso tem recebido ampla cobertura da imprensa norte-americana.
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