Ex-presidente deixou a “Papudinha” para procedimentos clínicos de rotina e retornou à noite; defesa e aliados reforçam pedido de prisão humanitária diante de limitações físicas e histórico de queda
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde passou a cumprir pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. Após a chegada à unidade, Bolsonaro passou por exames médicos de rotina, procedimento comum em transferências de presos, segundo informações do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Polícia Militar do DF (PMDF).
A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após Bolsonaro permanecer detido desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Segundo o STF, a saída temporária da Papudinha ocorreu exclusivamente para a realização de exames médicos protocolados em processos de transferência de custodiados. A escolta foi realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela segurança do deslocamento.
Como é a cela na Papuda
Na Papudinha, Jair Bolsonaro ficará alojado em uma sala de maior, espaço destinado a presos que, por decisão judicial, não permanecem em celas comuns do sistema penitenciário. A área total da sala é de 64,83 metros quadrados, significativamente maior do que o espaço que ele ocupava anteriormente na Superintendência da Polícia Federal, onde permanecia em uma sala individual de aproximadamente 12 metros quadrados.
O local destinado ao ex-presidente possui banheiro privativo, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa. A estrutura inclui cama de casal, geladeira, armários e televisão. O banheiro conta com chuveiro de água quente, e a cozinha permite o preparo e o armazenamento de alimentos, seguindo os critérios estabelecidos para salas desse tipo.
Avaliação médica e possível pedido de domiciliar
Além dos exames já realizados, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro seja submetido a uma junta médica da Polícia Federal. O objetivo é avaliar as condições clínicas do ex-presidente e indicar se há necessidade de adaptações específicas para o cumprimento da pena dentro do complexo penitenciário. O laudo também será considerado em eventual nova análise de pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.
Oposição defende prisão humanitária
Parlamentares da oposição e aliados de Bolsonaro têm reiterado a defesa de prisão humanitária, argumentando que o ex-presidente apresenta limitações físicas, histórico recente de queda e sequelas decorrentes de cirurgias realizadas após o atentado sofrido em 2018. Segundo esses aliados, o quadro de saúde exigiria acompanhamento constante ao longo do dia, a fim de evitar novos acidentes.
A avaliação é de que a permanência em ambiente prisional, sem assistência contínua, pode representar riscos adicionais à integridade física do ex-presidente, especialmente diante de episódios anteriores de instabilidade.
Assistência religiosa autorizada
O STF também autorizou a assistência religiosa solicitada pela defesa. Estão permitidas visitas do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, desde que respeitadas as regras de segurança e os horários definidos pela administração penitenciária.
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