Impacto na cabeça leva a exames neurológicos autorizados pelo STF e reacende críticas à custódia do ex-presidente
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Brasília — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi encaminhado na manhã desta quarta-feira (7) ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos após sofrer uma queda dentro da cela onde está detido na Superintendência da Polícia Federal. O episódio levantou novos alertas sobre as condições de custódia impostas ao ex-chefe do Executivo e reacendeu o debate sobre garantias legais e humanitárias a presos sob responsabilidade do Estado.
Segundo informações confirmadas pela defesa, Bolsonaro sofreu impacto craniano, o que motivou a solicitação imediata de avaliação médica especializada. O ex-presidente foi submetido a tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma, exames considerados essenciais para descartar a possibilidade de traumatismo craniano ou complicações neurológicas.
A realização dos procedimentos foi expressamente autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido formal apresentado pelos advogados de Bolsonaro. A decisão ocorre em meio a críticas recorrentes de aliados políticos e juristas quanto à adequação da estrutura da Polícia Federal para detenções prolongadas, especialmente no caso de um ex-presidente da República.
Queda dentro da cela e responsabilidade institucional
De acordo com relatos preliminares, a queda ocorreu dentro do espaço de custódia da PF, ambiente que deveria oferecer condições mínimas de segurança física ao detento. O impacto na cabeça e a necessidade de exames complexos trouxeram à tona questionamentos sobre protocolos de prevenção de acidentes, monitoramento e assistência médica imediata.
Aliados do ex-presidente afirmam que o episódio expõe fragilidades no tratamento dispensado a Bolsonaro, enquanto críticos cobram transparência total sobre as circunstâncias da queda e o estado real de saúde do ex-mandatário.
Estado de saúde e acompanhamento
Até o momento, não há boletim médico oficial detalhando os resultados dos exames. A expectativa é de que a equipe médica divulgue informações após a conclusão dos procedimentos, esclarecendo se houve ou não lesão neurológica.
A defesa reforça que Bolsonaro possui histórico de cirurgias e complicações médicas decorrentes do atentado sofrido em 2018, o que torna qualquer impacto craniano motivo de atenção redobrada.
Repercussão política
O caso rapidamente ganhou repercussão no meio político. Parlamentares da direita e apoiadores do ex-presidente destacaram que, independentemente de divergências ideológicas, a integridade física de qualquer preso é dever inegociável do Estado. Para eles, o episódio simboliza mais um capítulo de um processo marcado por controvérsias jurídicas e decisões consideradas excessivas por parte do Judiciário.
Enquanto isso, a Polícia Federal ainda não divulgou nota oficial detalhando as circunstâncias do ocorrido.
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