Deputado mineiro liderou manifestação com milhares de apoiadores em Brasília no último fim de semana
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta sexta-feira (30) um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando autorização para a entrada de parlamentares aliados na unidade prisional conhecida como Papudinha, no Distrito Federal, onde Bolsonaro permanece custodiado.
Entre os nomes indicados estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), além do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), do senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e do deputado federal Sanderson (PL-RS). A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que envolvem o ex-presidente na Corte.
Nikolas Ferreira ganhou projeção recente ao liderar uma mobilização nacional em apoio a Bolsonaro. No último domingo (25), o parlamentar esteve à frente de um ato que reuniu cerca de 18 mil apoiadores na capital federal, após uma caminhada simbólica iniciada em Paracatu, no interior de Minas Gerais. O evento foi interpretado por aliados como sinal de reorganização da base conservadora.
Durante a manifestação, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez elogios públicos ao deputado, classificando-o como uma liderança do movimento conservador. Em discurso, pediu que os manifestantes seguissem as orientações do parlamentar, reforçando seu protagonismo político no atual cenário da direita.
STF mantém restrições e cita riscos à custódia
Na véspera, Alexandre de Moraes já havia negado pedidos semelhantes apresentados pelo senador Magno Malta (PL-ES) e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Na decisão, o ministro destacou preocupações relacionadas à segurança da unidade prisional e à integridade do sistema de custódia.
Segundo informações registradas no despacho, houve tentativa de ingresso não autorizado por parte de Magno Malta, o que, de acordo com a autoridade responsável pela unidade, teria ocorrido mediante uso indevido de prerrogativas parlamentares. O episódio foi citado como fator que compromete a disciplina interna e aumenta riscos operacionais.
No caso de Valdemar Costa Neto, Moraes ressaltou que o dirigente partidário figura como investigado em procedimentos conexos aos que envolvem Bolsonaro, o que inviabilizaria qualquer contato direto entre ambos. Para o ministro, a comunicação entre investigados ou réus em processos correlatos pode representar ameaça concreta ao andamento das apurações.
A defesa de Bolsonaro argumenta que as visitas solicitadas têm caráter institucional e político, mas o STF mantém, até o momento, uma postura rigorosa quanto à autorização de acessos, priorizando critérios de segurança e preservação das investigações em curso.
Leia mais
França amplia concessão de títulos de residência, mas endurece regularizações em 2025
Nubank recebe aval regulatório para criar banco nacional nos Estados Unidos
ICE prende mais de 200 imigrantes ilegais durante operação no Maine

Faça um comentário