Brasil envia equipe para monitorar cenário sanitário na fronteira com a Venezuela após ação dos Estados Unidos

Foto: Julia Prado/MS
Força Nacional do SUS foi mobilizada para avaliar estrutura de saúde em Roraima; até o momento, não há aumento no fluxo migratório
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FNSUS) para Roraima com o objetivo de monitorar o cenário sanitário na fronteira com a Venezuela, após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos no país vizinho no sábado (3). A iniciativa busca avaliar a capacidade da rede de saúde local e preparar respostas preventivas diante de um eventual agravamento da crise regional.

Segundo a pasta, não houve alteração no fluxo migratório na fronteira até o momento. Ainda assim, o governo federal trabalha com planos de contingência para ampliar equipes, estruturas hospitalares e o fornecimento de insumos caso haja aumento da demanda por atendimentos no estado.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as equipes já estão em campo realizando avaliações técnicas.

“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de emergência, estão na região identificando a capacidade das estruturas hospitalares e avaliando possibilidades de ampliação. Se necessário, poderemos montar hospitais de campanha ou expandir as estruturas existentes para reduzir impactos no sistema público”, afirmou.

Preparação preventiva do SUS

Desde o início das operações militares no entorno da Venezuela, o Ministério da Saúde mobilizou profissionais da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), da FNSUS e da Secretaria de Saúde Indígena, com foco na prevenção de impactos ao SUS brasileiro, especialmente em áreas de fronteira.

A pasta informou ainda que mantém articulação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para eventual apoio humanitário. Segundo o ministro, o Brasil está preparado para colaborar com medicamentos e insumos estratégicos, inclusive para tratamentos como diálise, após a destruição de um centro de distribuição na cidade venezuelana de La Guaira.

Capacidade de resposta ampliada

Em um eventual cenário de emergência, o Ministério da Saúde informou que está preparado para triplicar a capacidade de atendimento, ampliando de três para nove equipes itinerantes do programa Saúde nas Fronteiras.

A pasta reforçou que o SUS permanece como referência internacional em assistência universal, garantindo atendimento integral a todas as pessoas em território nacional, independentemente de nacionalidade ou situação migratória, especialmente em regiões de fronteira.

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