Filho do ex-presidente diz que unidade não comporta permanência prolongada e aponta risco institucional
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar publicamente sobre a situação do pai, Jair Bolsonaro, que está detido desde o dia 22 de novembro por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em publicação nas redes sociais, Carlos questionou as condições do local onde o ex-presidente permanece custodiado e classificou o tratamento como incompatível com os direitos fundamentais garantidos pela lei.
Segundo ele, a Superintendência da Polícia Federal em Brasília — assim como outras unidades da corporação — não foi projetada para abrigar presos por longos períodos. O argumento central é que essas dependências são voltadas, prioritariamente, a presos provisórios ou em situação de trânsito, e não a detentos em regime definitivo.
“Essas unidades não foram concebidas para custódia prolongada. A chamada sala de Estado-Maior carrega um nome sofisticado, mas isso não se traduz, na prática, em garantias mínimas de dignidade”, afirmou Carlos.
Na avaliação do ex-vereador, o problema se agrava pelo fato de Jair Bolsonaro ter 70 anos e apresentar histórico de problemas de saúde. Ele sustenta que o Estado tem falhado em assegurar condições compatíveis com a idade e o quadro clínico do ex-presidente, além de não respeitar prerrogativas legais.
No mesmo dia, Carlos Bolsonaro também relatou ter sido impedido de visitar o pai fora dos horários previamente estabelecidos. De acordo com ele, foi informado de que as visitas familiares estão limitadas às terças e quintas-feiras, no período das 9h às 11h, o que classificou como excessivamente restritivo.
Em tom mais político, Carlos afirmou que o caso ultrapassa a esfera individual e representa, segundo ele, um alerta institucional. Para o ex-vereador, a forma como Jair Bolsonaro vem sendo tratado sinaliza um enfraquecimento das garantias legais e dos direitos humanos no país.
“O que está sendo feito contra Jair Bolsonaro e contra milhares de brasileiros é um recado claro. Ou o país escolhe um caminho de respeito às leis e à democracia, ou corre o risco de aprofundar um cenário que ninguém deseja para o futuro do Brasil”, declarou.
A repercussão das declarações reforça o caráter político do episódio e mantém o tema em evidência no debate nacional, especialmente entre setores que questionam os limites da atuação do Judiciário em casos de grande repercussão pública.
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