Casos de gripe disparam em Massachusetts e autoridades alertam para nova variante em circulação

Aumento expressivo de infecções, internações e mortes preocupa autoridades de saúde, que reforçam a importância da vacinação mesmo no meio da temporada
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA

Os casos de gripe seguem em forte alta em Massachusetts no início de 2026, impulsionados pela circulação de uma nova variante do vírus influenza do subtipo A (H3N2), conhecida como subclado K. Dados oficiais mostram crescimento acelerado de infecções, aumento das internações hospitalares e dezenas de mortes relacionadas à doença, levando autoridades de saúde pública a reforçar o alerta: ainda há tempo para se vacinar e reduzir os riscos de quadros graves.

Atividade da gripe atinge níveis “muito altos”

De acordo com o painel estadual de vigilância da gripe, Massachusetts registrou mais de 8.800 casos confirmados em laboratório na semana encerrada em 27 de dezembro — um salto significativo em relação às semanas anteriores, quando os números estavam em cerca de 7.200 e, antes disso, pouco mais de 3.200 casos.

A atividade da gripe no estado é atualmente classificada como “muito alta”, enquanto a gravidade da temporada já alcançou o nível “alto”, segundo as autoridades de saúde.

Internações e mortes aumentam

O impacto do avanço da gripe também é sentido nos hospitais. Aproximadamente 9% das internações em Massachusetts estão relacionadas à influenza, quase o dobro do registrado na semana anterior. Até o momento, 30 mortes associadas à gripe já foram contabilizadas nesta temporada.

Em Boston, os dados também preocupam. A cidade registrou 748 casos na semana mais recente, além de um aumento expressivo nas visitas a prontos-socorros por sintomas semelhantes aos da gripe, que passaram de 7,2% para 11,3% em apenas uma semana.

Nova variante preocupa especialistas

O crescimento dos casos coincide com a circulação da variante subclado K, uma mutação do vírus Influenza A H3N2. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), essa variante já foi identificada em diversos estados norte-americanos, após se espalhar rapidamente pelo Reino Unido, Japão, Canadá e outros países.

Especialistas explicam que o H3N2 é historicamente associado a quadros mais severos, especialmente em idosos, pessoas com doenças crônicas e imunocomprometidos. A mutação permite que o vírus escape parcialmente da proteção conferida pela vacina, embora os imunizantes continuem sendo eficazes para prevenir hospitalizações e mortes.

Vacina segue sendo fundamental

O comissário estadual de saúde pública, Robbie Goldstein, reforçou que, apesar de não haver uma correspondência perfeita entre a vacina atual e a variante em circulação, a imunização continua sendo essencial.

“A vacina ainda oferece proteção significativa contra formas graves da doença. Pessoas vacinadas têm menor risco de hospitalização e morte”, afirmou.

Goldstein também destacou que não é tarde para se vacinar, mesmo com a temporada já em andamento, e alertou para a baixa adesão às campanhas: apenas cerca de 35% da população de Massachusetts tomou a vacina contra a gripe, enquanto a cobertura da vacina contra a Covid-19 está em torno de 10%.

Alerta nacional

O CDC informou que mais da metade dos estados norte-americanos já registra níveis altos ou muito altos de atividade gripal. Apesar disso, a agência afirma que ainda é cedo para prever a gravidade total da temporada, embora o cenário exija atenção redobrada.

Orientação à população

Autoridades de saúde recomendam:

  • Vacinação contra a gripe o quanto antes;

  • Atenção a sintomas como febre, tosse, dor no corpo e fadiga;

  • Evitar locais fechados e aglomerações em caso de sintomas;

  • Procurar atendimento médico ao apresentar sinais de agravamento.

O avanço da gripe em Massachusetts reforça a importância da vigilância epidemiológica e da vacinação como ferramentas fundamentais de proteção coletiva. Em um cenário de circulação de novas variantes e aumento da pressão sobre o sistema de saúde, a prevenção continua sendo a principal aliada para reduzir impactos graves da doença.

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