CBF anuncia novo modelo de arbitragem e contrata 72 profissionais para a Série A

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Programa prevê árbitros, assistentes e VAR com salário fixo, bônus por desempenho e acompanhamento técnico e físico
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

A CBF anunciou nesta terça-feira (27), a criação de um programa de profissionalização da arbitragem brasileira, que entrará em vigor a partir de 2026 no Campeonato Brasileiro da Série A. O novo modelo prevê a formalização de contratos de trabalho com 72 profissionais: 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR.

Os contratos terão duração de um ano e devem ser assinados em fevereiro, com início oficial do programa em 1º de março. Os árbitros serão contratados como pessoa jurídica e, embora não haja exigência de dedicação exclusiva, a CBF espera prioridade total às atividades de arbitragem.

A expectativa da confederação é que o grupo seja responsável por todas as 380 partidas da Série A. Eventualmente, esses profissionais também poderão ser escalados para jogos da Copa do Brasil e rodadas decisivas da Série B. A lista de árbitros designados para cada rodada será atualizada semanalmente, o que poderá impactar diretamente as escalas das competições.

Os salários fixos variam conforme a categoria, árbitros Fifa ou do quadro nacional da CBF e serão complementados por pagamentos por partida e bônus por desempenho. A CBF não divulgou valores oficiais, mas a média mensal do grupo deve girar em torno de R$ 13 mil, com árbitros principais recebendo acima de R$ 30 mil em valores fixos.

A seleção dos primeiros 72 contratados seguiu três critérios: pertencer ao quadro Fifa ou CBF, número de atuações na Série A em 2024 e 2025 e média das avaliações de desempenho feitas pela comissão de arbitragem da CBF nessas temporadas.

O programa é resultado de estudos conduzidos desde novembro do ano passado, com base em modelos adotados em países como Alemanha, Inglaterra, Espanha e México. A CBF também criou um grupo de trabalho com participação de clubes das Séries A e B, além de consultar árbitros e especialistas internacionais.

A iniciativa se apoia em quatro pilares: melhoria da remuneração, excelência física e em saúde, capacitação técnica e investimento em tecnologia e inovação. Entre as medidas previstas estão rotina semanal de treinos monitorada por dispositivos eletrônicos, acompanhamento com profissionais de saúde, imersões mensais para padronização de critérios e o uso de novas tecnologias, como o VAR semiautomático, ainda sem data para estreia e a “refcam”, câmera acoplada ao árbitro para monitorar o comportamento em campo.

Além disso, a CBF adotará um sistema interno de avaliação contínua, com ranking baseado no controle de jogo, aplicação das regras e desempenho físico. O modelo prevê promoções e rebaixamentos anuais dentro do quadro nacional, com pelo menos dois acessos e duas quedas por temporada.

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