Check-up sem exageros: quais exames fazem sentido no começo do ano

Avaliação médica individualizada, baseada em idade, histórico clínico e fatores de risco, evita excessos e fortalece a verdadeira prevenção
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

O início do ano costuma ser marcado por promessas de autocuidado e pela busca por exames médicos completos. No entanto, especialistas alertam: nem todo check-up é sinônimo de prevenção. Exames em excesso podem gerar ansiedade, diagnósticos equivocados e até procedimentos desnecessários. A orientação correta é que a avaliação de saúde seja individualizada, baseada na idade, histórico clínico e fatores de risco.

Prevenção não é fazer todos os exames disponíveis

A medicina preventiva moderna prioriza exames com comprovação científica de benefício. Solicitações indiscriminadas, sem indicação clínica, aumentam o risco de resultados falso-positivos, que levam a investigações invasivas e custos evitáveis.

Profissionais de saúde reforçam que o acompanhamento regular com médico de confiança é mais eficaz do que a realização de pacotes genéricos de check-up.

Exames indicados para adultos jovens (18 a 39 anos)

Para pessoas sem doenças crônicas e sem histórico familiar relevante, o foco está em avaliações básicas e hábitos de vida:

  • Aferição da pressão arterial

  • Avaliação do índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal

  • Exames de glicemia e colesterol, conforme fatores de risco

  • Avaliação clínica geral e atualização vacinal

Exames de imagem e testes mais complexos só são indicados quando há sintomas ou histórico específico.

Check-up para adultos de meia-idade (40 a 59 anos)

A partir dos 40 anos, o acompanhamento se torna mais estratégico, com atenção para doenças cardiovasculares e metabólicas:

  • Pressão arterial regular

  • Glicemia e perfil lipídico

  • Avaliação do risco cardiovascular

  • Rastreamento de câncer conforme sexo, idade e histórico familiar

  • Avaliação da saúde mental e do sono

Nesse grupo, a periodicidade dos exames deve ser definida pelo médico, evitando tanto a negligência quanto o excesso.

Atenção redobrada a partir dos 60 anos

Em idosos, o objetivo do check-up é preservar funcionalidade e qualidade de vida, não apenas detectar doenças:

  • Avaliação cardiovascular regular

  • Monitoramento de diabetes e função renal

  • Avaliação da visão e audição

  • Avaliação do risco de quedas

  • Revisão de medicamentos em uso

Exames devem considerar o estado geral do paciente e possíveis interações medicamentosas.

O que é excesso e o que é prevenção

Especialistas destacam que exames sem indicação clara, como tomografias de rotina, exames hormonais amplos ou marcadores tumorais em pessoas assintomáticas, não são recomendados como rastreamento populacional.

A prevenção eficaz envolve acompanhamento médico contínuo, vacinação em dia, alimentação equilibrada, atividade física regular e atenção à saúde mental — medidas com impacto comprovado na redução de doenças.

O papel do médico na decisão do check-up

A consulta médica é o eixo central do cuidado preventivo. É durante a avaliação clínica que se define quais exames são realmente necessários, evitando tanto o subdiagnóstico quanto o excesso de intervenções.

O início do ano é um momento oportuno para organizar a saúde, mas a orientação dos especialistas é clara: prevenir é cuidar com critério, não acumular exames.

  • Leia mais:

https://gnewsusa.com/2026/01/morre-juan-pedro-franco-homem-mais-pesado-do-mundo-aos-41-anos-no-mexico/

https://gnewsusa.com/2026/01/doencas-do-verao-acendem-alerta-de-saude-publica-no-inicio-do-ano/

https://gnewsusa.com/2026/01/ataques-do-exercito-dos-eua-contra-embarcacoes-ligadas-ao-narcotrafico-deixam-tres-mortos/

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*