Pequim acusa Washington de violar o direito internacional, enquanto crise venezuelana será debatida no Conselho de Segurança da ONU
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
A China pediu neste domingo (4) que os Estados Unidos libertem o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, capturados no sábado (3) durante uma operação militar americana na Venezuela.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que Pequim acompanha o caso com preocupação e criticou o uso da força para retirar Maduro do território venezuelano. Para o governo chinês, a ação norte-americana configuraria violação do direito internacional e dos princípios que regem as relações entre Estados.
O representante chinês declarou que a iniciativa dos Estados Unidos contraria a Carta das Nações Unidas e pediu que Washington assegure a integridade física de Maduro e de sua esposa enquanto estiverem sob custódia. Também defendeu que a situação na Venezuela seja resolvida por meio do diálogo e da negociação diplomática.
A manifestação de Pequim ocorre em meio ao avanço da crise política e institucional venezuelana, agravada após a operação militar que resultou na retirada do chefe do regime chavista do poder. O porta-voz chinês não teve a identidade divulgada.
No Brasil, a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, informou que o Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião extraordinária nesta segunda-feira (5) para discutir os desdobramentos da crise na Venezuela após a ação dos Estados Unidos no fim de semana.
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