Reuniões com representantes ligados a Donald Trump buscam avançar em um acordo para encerrar o conflito
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Uma equipe de negociadores da Ucrânia chegou aos Estados Unidos neste sábado (17) para dar início a uma nova rodada de conversas sobre um possível plano para encerrar a guerra com a Rússia. Os encontros envolvem representantes ucranianos e autoridades americanas, incluindo o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, além de Jared Kushner.
Há meses, interlocutores dos Estados Unidos mantêm negociações paralelas com Kiev e Moscou, na tentativa de construir um acordo que leve ao fim dos combates. Apesar dos avanços diplomáticos, questões centrais seguem em aberto, como o futuro dos territórios atualmente ocupados pela Rússia e as garantias de segurança exigidas pela Ucrânia para evitar uma retomada do conflito.
Os novos diálogos, previstos para ocorrer em Miami, acontecem após uma série de bombardeios russos contra infraestruturas ucranianas, que deixaram centenas de milhares de famílias sem aquecimento em meio ao inverno rigoroso.
Em publicação nas redes sociais, Kirilo Budanov, chefe do gabinete presidencial ucraniano, confirmou a chegada da delegação e destacou a importância das reuniões. Segundo ele, as conversas contarão com a participação do secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Rustem Umerov, do negociador David Arakhamia, além de encontros previstos com Steve Witkoff, Jared Kushner e o secretário americano do Exército, Dan Driscoll.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, anunciou a viagem na sexta-feira e afirmou esperar avanços concretos. De acordo com ele, o objetivo é obter maior clareza tanto sobre os documentos já elaborados em conjunto com a parte americana quanto sobre a posição da Rússia diante dos esforços diplomáticos em curso.
Zelensky acrescentou que, caso seja alcançado um entendimento geral, a Ucrânia poderá formalizar o acordo durante o Fórum Econômico Mundial, que ocorre na próxima semana em Davos, na Suíça. Tanto o presidente ucraniano quanto Donald Trump estão confirmados como participantes do evento, que deve servir como palco para discussões decisivas sobre o futuro do conflito.
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