Doenças do verão acendem alerta de saúde pública no início do ano

Calor intenso, chuvas e aumento da circulação de pessoas favorecem a proliferação de vírus, bactérias e do mosquito Aedes aegypti, exigindo atenção redobrada da população
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

O verão, marcado por altas temperaturas, maior índice de chuvas e intensa circulação de pessoas, traz consigo um aumento significativo no risco de doenças sazonais. No início do ano, autoridades de saúde reforçam o alerta para enfermidades que se tornam mais comuns nesse período e que podem ser evitadas com medidas simples de prevenção.

Entre as principais preocupações estão as arboviroses, as viroses gastrointestinais, os casos de desidratação, além de problemas relacionados à exposição excessiva ao sol.

Dengue, zika e chikungunya lideram as notificações

Com o calor e o acúmulo de água parada, o mosquito Aedes aegypti encontra condições ideais para se reproduzir. Dengue, zika e chikungunya continuam entre as doenças mais notificadas durante o verão, exigindo atenção redobrada da população.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Em alguns casos, podem surgir complicações, especialmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Especialistas reforçam que a eliminação de criadouros — como recipientes com água parada, caixas-d’água destampadas e calhas obstruídas — segue sendo a principal forma de combate ao mosquito.

Viroses e infecções gastrointestinais aumentam nas férias

O período de férias escolares, viagens e maior concentração de pessoas em praias, clubes e piscinas favorece a disseminação de viroses gastrointestinais. Náuseas, vômitos, diarreia e febre leve estão entre os sintomas mais comuns.

O consumo de alimentos mal conservados, água contaminada e a falta de higiene adequada das mãos estão entre os principais fatores de risco. Crianças pequenas são especialmente vulneráveis à desidratação causada por esses quadros.

A orientação é reforçar cuidados básicos, como lavar as mãos com frequência, consumir apenas água potável e manter atenção à procedência dos alimentos.

Calor excessivo pode causar desidratação e insolação

As altas temperaturas típicas do verão elevam o risco de desidratação, exaustão térmica e insolação. A perda excessiva de líquidos, especialmente em idosos e crianças, pode provocar tontura, fraqueza, queda de pressão e confusão mental.

A recomendação dos profissionais de saúde é aumentar a ingestão de água ao longo do dia, evitar exposição ao sol nos horários de pico e usar roupas leves. Atividades físicas devem ser realizadas preferencialmente no início da manhã ou no final da tarde.

Exposição solar exige atenção redobrada

Outro problema recorrente no verão são as queimaduras solares, que podem causar dor, vermelhidão e, em casos mais graves, bolhas e febre. A exposição prolongada e sem proteção adequada também aumenta o risco de câncer de pele ao longo da vida.

O uso diário de protetor solar, reaplicado ao longo do dia, além de chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV, é considerado essencial, inclusive em dias nublados.

Prevenção é a principal aliada da saúde no verão

Autoridades de saúde reforçam que a maioria das doenças do verão pode ser evitada com informação, prevenção e atenção aos sinais do corpo. Buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes e evitar a automedicação são medidas fundamentais para reduzir complicações.

No início do ano, o alerta é claro: aproveitar o verão com responsabilidade é também uma forma de cuidar da saúde e evitar sobrecarga nos sistemas de atendimento.

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