Pesquisa revela que britânicos sem ensino superior tendem a defender políticas migratórias mais rígidas
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Um estudo divulgado pelo NatCen (Centro Nacional de Pesquisa Social) aponta que o nível educacional é o principal fator de divisão nas opiniões sobre imigração no Reino Unido, superando variáveis como renda e condições financeiras.
De acordo com o relatório Demographic Divides, cidadãos sem formação além do ensino médio demonstram posição mais firme contra a permanência de imigrantes em situação irregular, além de maior apoio a partidos que defendem políticas migratórias mais restritivas. A pesquisa indica que esse comportamento permanece consistente mesmo quando o impacto econômico individual é considerado.
Posições mais rígidas entre não graduados
Os dados mostram que 55% dos britânicos sem ensino superior defendem que imigrantes sem autorização legal não devem permanecer no país, enquanto entre os cidadãos com diploma universitário esse percentual cai para 36%. Para os pesquisadores, o resultado sugere que a experiência cotidiana e a percepção sobre pressão em serviços públicos influenciam diretamente essas posições.
Comparação com os Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a diferença educacional também se reflete no debate migratório, embora de forma menos acentuada. Entre os americanos com ensino médio ou menos, 40% defendem a não permanência de imigrantes indocumentados, contra 32% entre os graduados, indicando que outros fatores sociais e regionais também pesam na formação das opiniões.
Educação supera fator econômico no Reino Unido
Um dos principais achados do estudo é que, no Reino Unido, a educação se mostra um indicador mais forte do posicionamento sobre imigração do que a renda. Mesmo entre grupos com condições financeiras semelhantes, o nível de escolaridade segue sendo determinante para a defesa de políticas migratórias mais rígidas.
Avaliação dos pesquisadores
Para Alex Scholes, diretor de pesquisas do NatCen, o estudo evidencia que a imigração se tornou um dos temas centrais da divisão política no Reino Unido. Segundo ele, a educação funciona como uma linha clara de separação entre visões mais permissivas e posicionamentos que defendem maior controle das fronteiras e da permanência de estrangeiros no país.
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