França amplia concessão de títulos de residência, mas endurece regularizações em 2025

Apesar do aumento de autorizações legais, número de imigrantes regularizados cai 10% após governo apertar critérios e elevar exigências

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

A França registrou um aumento significativo na emissão de títulos de residência em 2025, ao mesmo tempo em que reduziu o número de regularizações de imigrantes em situação irregular. Os dados, divulgados pelo governo francês, revelam uma política migratória marcada por avanços seletivos e maior rigor administrativo.

Ao longo do ano, o país concedeu 384.230 novos títulos de residência, um crescimento de 11% em relação a 2024. O número reflete, sobretudo, o aumento de autorizações para estudantes estrangeiros e para razões humanitárias, que tiveram alta expressiva. Somente os títulos humanitários somaram 92.600, representando um crescimento de 65% no período.

Entre os principais beneficiados estão cidadãos do Marrocos e da Argélia, que continuam liderando o ranking de nacionalidades contempladas com autorizações de residência. Ao final de 2025, a França contabilizava 4,47 milhões de títulos válidos, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior.

Por outro lado, o número de regularizações de estrangeiros em situação irregular caiu 10%, totalizando 28.610 casos. Segundo autoridades francesas, a redução está diretamente ligada a uma circular interna do governo que tornou os critérios mais rigorosos. Entre as mudanças, está o aumento do tempo mínimo de permanência no país, que passou de cinco para sete anos, como condição para solicitar a regularização.

As autorizações concedidas por motivos econômicos também apresentaram queda, com redução de 13%, indicando uma retração na entrada de trabalhadores estrangeiros no mercado formal francês.

O cenário reacendeu o debate político no país. Setores da direita e da extrema-direita criticaram o governo pelo aumento no número total de títulos de residência, enquanto o Executivo defende que os dados refletem uma política migratória mais controlada e orientada por critérios específicos.

Especialistas avaliam que a França busca equilibrar compromissos humanitários e educacionais com um discurso mais rígido em relação à imigração irregular, especialmente em um contexto de pressão política interna e proximidade de disputas eleitorais.

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