Liminar foi emitida pela juíza distrital Kate Menendez, do Tribunal Federal de Minnesota
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Em decisão emitida no último fim de semana, a juíza distrital Kate Menendez, do Tribunal Federal de Minnesota, determinou restrições às ações de agentes de imigração enviados para o referido estado norte-americano. A magistrada proibiu o uso de gás lacrimogêneo, prisões e outras táticas contra manifestantes pacíficos e observadores.
A liminar impede que os agentes atuem contra manifestantes em protestos não violentos e que não estejam obstruindo uma ação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Kate atendeu a uma ação apresentada em 17 de dezembro de 2025 contra o Departamento de Segurança Interna (DHS) e outras agências do governo federal.
Seis participantes de protestos em Minneapolis e observadores moveram o processo, alegando que os policiais do ICE estariam violando direitos constitucionais. Kate atendeu aos pedidos feitos, vetando o uso de munições de controle de multidões, bem como abordagens e detenções de motoristas e passageiros sem suspeita razoável de interferência direta nas ações dos agentes.
Proibição vale para agentes federais destacados para a região de Minneapolis e St. Paul, não abrangendo o restante de Minnesota. Ela se aplica apenas aos agentes envolvidos na Operação Metro Surge e permanecerá em vigor até o fim da ação.
A decisão judicial foi tomada alguns dias após um agente do ICE atirar e matar Renee Good, de 37 anos, durante operação em Minneapolis, em 7 de janeiro. O fato provocou uma onda de protestos, elevando a tensão na cidade mais populosa de Minnesota.
Pressionada, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que a mulher avançou com o carro contra o agente do ICE, que agiu em legítima defesa. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e ativistas contestam a versão oficial apresentada pelo DHS, exibindo vídeos que mostram o uso injustificado da força letal.
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