Decisão libera encontros de aliados políticos com o ex-presidente, que cumpre pena em regime fechado no Distrito Federal
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve autorização judicial para receber visitas de aliados políticos enquanto está detido no Distrito Federal. Entre os nomes citados pela defesa estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Diego Torres Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e Bruno Scheid, dirigente do PL em Rondônia e pré-candidato ao Senado.
A autorização ocorre após a transferência de Bolsonaro para uma Sala de Estado-Maior localizada no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, área reservada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O espaço é destinado a presos que exerceram funções públicas específicas, com regras diferenciadas em relação ao sistema prisional comum, conforme previsto na legislação.
Relação política e último encontro
O último encontro presencial entre Bolsonaro e Tarcísio de Freitas ocorreu em setembro de 2025, período em que o ex-presidente ainda cumpria prisão domiciliar. Na ocasião, o governador paulista afirmou publicamente que a visita teve caráter pessoal e institucional, descartando qualquer articulação eleitoral e reforçando que seu foco estava na reeleição ao governo de São Paulo.
Desde então, Tarcísio tem mantido postura pública de afastamento de debates sobre uma eventual candidatura presidencial, concentrando sua atuação na gestão estadual, apesar de seguir como um dos principais nomes da direita no cenário nacional.
Pedidos da defesa e condições de custódia
Além das visitas políticas pontuais, a defesa de Bolsonaro obteve autorização judicial para uma série de medidas relacionadas às condições de custódia. Entre elas estão a realização de sessões de fisioterapia, a ampliação do regime de visitas familiares e a possibilidade de receber alimentação preparada fora da unidade prisional.
As visitas permanentes autorizadas incluem familiares diretos, como a ex-primeira-dama, filhos e parentes próximos. O cronograma prevê dois dias semanais, com horários estendidos e possibilidade de mais de uma visita no mesmo dia, sempre em ambiente reservado e sem contato com outros detentos.
Condenação e cumprimento da pena
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, após condenação definitiva relacionada aos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A decisão judicial transitou em julgado, encerrando a fase de recursos e estabelecendo o início do cumprimento da pena, conforme as regras da execução penal.
Cenário político em observação
Mesmo privado de liberdade, Bolsonaro permanece como uma das principais referências políticas da direita brasileira. A movimentação de aliados, os pedidos de visita e a interlocução com lideranças regionais continuam sendo acompanhados por partidos e analistas, que avaliam os reflexos do caso na reorganização do campo conservador e nas estratégias eleitorais futuras.
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