Presidente brasileiro condena operação de Trump e defende soberania da Venezuela
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou publicamente a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa neste sábado (03). Em sua conta no X, Lula classificou a ação como uma violação da soberania venezuelana e alertou para os “riscos para a estabilidade internacional”.
A postura do governo brasileiro se aproxima de países como China, Rússia e Cuba, que também condenaram a operação, enquanto Argentina apoiou a ação dos EUA e a União Europeia ainda avalia sua posição.
Lula está conduzindo um “gabinete de emergência” com ministros e autoridades, por videoconferência. Entre as medidas adotadas está o fechamento das fronteiras do Brasil com a Venezuela em Roraima, embora ainda não haja decisão sobre o aumento do efetivo militar na região.
Em nota oficial, a Presidência declarou que a captura de Maduro “ultrapassa uma linha inaceitável” e representa um “precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional”. O texto reforça que o Brasil defende sempre o multilateralismo e a via diplomática, ignorando o contexto de crimes e autoritarismo do regime venezuelano.
Críticos da posição de Lula apontam que, ao condenar a operação dos EUA, o presidente brasileiro se coloca ao lado de ditaduras e regimes que reprimem a população, enquanto ignora a oportunidade de apoiar ações contra governos autoritários na América Latina.
A situação segue em evolução, e a comunidade internacional acompanha os desdobramentos da operação e as possíveis consequências para a segurança regional e a política internacional.
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