Moraes nega transferência e mantém Bolsonaro na PF após traumatismo craniano

Família e defesa alertam para risco à saúde do ex-presidente e criticam decisão do STF

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou nesta terça-feira (6) o pedido de transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao hospital DF Star, após uma queda que resultou em traumatismo cranioencefálico considerado leve pelos médicos. Para o magistrado, não há “nenhuma necessidade imediata” de remoção, e exames podem ser realizados na própria Superintendência da Polícia Federal (PF) mediante laudo médico.

A decisão gerou reação de familiares. O ex-vereador e candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro, expressou indignação no X:

“Anteriormente não havia necessidade de comunicação imediata em caso de intervenção hospitalar urgente. O que mudou? São fatos! Que absurdo! Querem matar Jair Bolsonaro!”

Mais cedo, Carlos afirmou que o ex-presidente apresentava hematoma no rosto, sangramento e sinais de desorientação.

Durante a manhã, um agente da PF foi à cela de Bolsonaro para informar sobre a chegada da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e tomou conhecimento da queda. O atendimento inicial constatou ferimentos leves, segundo nota divulgada pela corporação.

A PF atualizou posteriormente que o ex-presidente poderia ser encaminhado ao hospital após solicitação de seu médico particular, mas voltou atrás em comunicado posterior, esclarecendo que qualquer remoção dependeria de autorização judicial do STF.

Moraes já havia esclarecido que, em situações de emergência, a transferência não necessitaria de decisão prévia, bastando o registro posterior. No entanto, a corporação avaliou que a queda não se enquadraria como emergência médica.

A defesa de Bolsonaro destacou, no pedido ao STF, que o quadro clínico exigia atenção devido ao histórico de saúde recente do ex-presidente, incluindo internação anterior para cirurgia de hérnia no DF Star, com autorização judicial.

Até o momento, os médicos da PF confirmam que Bolsonaro permanece estável e se comunica normalmente, enquanto familiares aguardam definição sobre eventuais exames complementares fora da unidade prisional.

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