Deputado cita restrições a Bolsonaro e cobra reação do Senado diante do que classifica como perseguição política
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, ao comentar a prisão do ex-assessor presidencial Filipe Martins. Em declaração pública, o parlamentar afirmou que o caso representa uma “falência do sistema” e denunciou o que considera uma sequência de perseguições políticas contra a direita.
Segundo Nikolas, a decisão judicial que resultou na prisão de Filipe Martins teria se baseado em uma suposta pesquisa na rede social LinkedIn, fato que, para o deputado, não poderia justificar uma medida extrema como a prisão preventiva, especialmente após o ex-assessor ter cumprido mais de 560 dias de medidas cautelares.
Críticas às restrições impostas a Bolsonaro
Na mesma manifestação, Nikolas Ferreira citou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele enfrenta 153 dias de um regime de restrições severas, com impactos diretos sobre sua saúde e limitações que, segundo o deputado, teriam atingido até o contato familiar básico.
Para o parlamentar mineiro, os episódios indicariam um padrão de atuação que ultrapassa os limites do devido processo legal e compromete garantias fundamentais.
“É a falência do sistema ver alguém ser encarcerado por uma denúncia baseada em uma suposta busca”, afirmou Nikolas.
Prisão de Filipe Martins gera reação política
A prisão de Filipe Martins foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes sob a alegação de descumprimento de medidas cautelares. A defesa do ex-assessor, no entanto, sustenta que não houve qualquer conduta ativa por parte de Martins, argumentando que eventual acesso à plataforma digital teria ocorrido no exercício do direito de defesa, sem publicações, interações ou mensagens.
A declaração de Nikolas Ferreira repercutiu entre parlamentares e apoiadores da direita, que passaram a usar o caso como exemplo do que chamam de excessos judiciais e criminalização de condutas sem materialidade concreta.
Cobrança ao Senado Federal
Durante a manifestação, o deputado também cobrou uma reação do Senado Federal, órgão constitucionalmente responsável por analisar eventuais abusos cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal. Para Nikolas, a falta de uma resposta institucional pode levar à continuidade do que ele classifica como perseguições políticas.
“Ou o Senado age, ou essas situações não terão fim”, declarou o parlamentar, ao defender que a Casa cumpra seu papel de fiscalização.
Debate institucional se intensifica
As falas de Nikolas Ferreira ampliaram o debate político sobre os limites da atuação do Judiciário, especialmente em casos envolvendo figuras ligadas ao campo conservador. Críticos das decisões afirmam que medidas de forte impacto penal não podem se apoiar em interpretações amplas ou condutas indiretas.
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