Austrália atualiza exigências médicas em processos migratórios, enquanto Nova Zelândia alerta estrangeiros sobre golpes envolvendo vistos
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Governos da Oceania divulgaram, entre os dias 14 e 15 de janeiro, comunicados oficiais com mudanças significativas nas políticas de vistos e imigração previstas para 2026. As atualizações, publicadas por autoridades da Austrália e da Nova Zelândia, afetam diretamente candidatos estrangeiros — entre eles, brasileiros — e tratam desde critérios médicos até segurança contra fraudes.
Na Austrália, o Department of Home Affairs (Departamento de Assuntos Internos) apresentou novas diretrizes sobre os exames médicos exigidos nos processos de imigração e permanência no país. O objetivo, segundo o governo, é padronizar procedimentos que vinham gerando dúvidas frequentes entre os solicitantes.
A atualização detalha com maior precisão em quais situações os exames de saúde são obrigatórios, quais tipos de testes podem ser solicitados de acordo com a categoria do visto e quais clínicas e profissionais estão autorizados a realizar os exames, tanto em território australiano quanto no exterior. A medida busca tornar o processo mais transparente e previsível, mas pode impactar diretamente os prazos de análise dos pedidos a partir de 2026.
Para brasileiros interessados em imigração, estudos ou vistos de longa duração, a recomendação implícita é a antecipação da preparação médica, a fim de evitar atrasos ou exigências adicionais durante a avaliação do processo.
Já na Nova Zelândia, o governo emitiu um alerta público após identificar o aumento de golpes direcionados a estrangeiros que aguardam decisões migratórias. O aviso foi divulgado pelo Immigration New Zealand, órgão oficial responsável pela imigração no país.
Segundo a autoridade, criminosos têm se passado por funcionários do governo, utilizando números de telefone locais para solicitar pagamentos ou dados pessoais. O órgão reforçou que o governo neozelandês não realiza cobranças por telefone e que todas as comunicações oficiais ocorrem exclusivamente por canais institucionais e plataformas online.
O alerta é especialmente direcionado a estudantes internacionais, trabalhadores temporários e candidatos à residência, considerados os principais alvos desse tipo de fraude.
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