PM abre inquérito para apurar morte de torcedor do Santos atropelado em Itaquera

Foto: Reprodução.
Santista morreu em frente à Neo Química Arena durante jogo pelo Paulistão; caso é investigado como homicídio culposo e clube lamenta o ocorrido
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

Um torcedor do Santos morreu após ser atropelado por um veículo blindado da Polícia Militar na tarde do último domingo (25), em frente à Neo Química Arena, em Itaquera, na zona leste de São Paulo. A vítima é Alex Nunes Pinheiro do Carmo, de 37 anos, atingido pela roda dianteira direita de uma viatura do Batalhão de Choque durante o dia de jogo entre Santos e Red Bull Bragantino.

O atropelamento ocorreu por volta das 16h30, nas proximidades do portão O do estádio, local tradicionalmente utilizado por integrantes de torcidas organizadas. Alex era conhecido entre os torcedores santistas como “Acarajé” e teve passagem como jogador profissional pelo Galícia Esporte Clube, da Bahia.

Segundo o registro da ocorrência, pouco antes do acidente houve chuva intensa na região, e a vítima pode ter se abrigado próximo ao veículo blindado, conhecido como Viatura Guardião. Em depoimento, o policial militar Robson Portes Evangelista, de 46 anos, afirmou que realizava uma manobra com o blindado quando atropelou o torcedor, que estaria a cerca de dois metros à frente do veículo, em um ponto cego, o que teria impossibilitado sua visualização.

A Polícia Militar, por meio do 2º Batalhão de Policiamento de Choque, informou em nota que um grupo de torcedores se deslocava ao redor da viatura, fazendo gestos que simulavam armas de fogo. Diante da limitação de visibilidade causada pela altura do veículo, o condutor teria realizado um breve deslocamento, em baixa velocidade. Nesse momento, segundo a corporação, uma pessoa posicionada em um ponto cego não se afastou e acabou sendo atingida.

Após o atropelamento, Alex foi atendido por médicos e enfermeiros de uma ambulância que estava estacionada ao lado da viatura, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Em comunicado oficial, a Polícia Militar afirmou que lamenta profundamente o ocorrido e informou que prestou apoio à família da vítima, mantendo contato permanente com os parentes. A corporação também declarou estar oferecendo suporte ao policial envolvido, que possui mais de dez anos de experiência na função e não tem histórico de acidentes.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor no 65º Distrito Policial (Artur Alvim), que ficará responsável pela investigação.

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