Medidas operacionais e investimentos do governo português diminuem tempo de espera de passageiros internacionais
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
O reforço operacional no controle de imigração do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, já apresenta resultados positivos. Segundo a RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal, o tempo de espera nas filas de imigração foi significativamente reduzido, passando de até sete horas, registradas durante as férias de fim de ano, para cerca de uma hora nos momentos de maior movimento.
A avaliação foi feita pelo presidente da entidade, Paulo Geisler, em entrevista ao portal ECO. “Hoje, temos apenas alguns picos de espera de uma hora, pouco mais de uma hora”, afirmou. O dirigente destacou o contraste com o cenário observado em dezembro, quando passageiros enfrentaram filas entre seis e sete horas para passar pelo controle migratório.
De acordo com Geisler, a melhora no fluxo de imigração resulta da combinação de fatores operacionais, incluindo uma leve redução no tráfego aéreo e decisões recentes do governo português voltadas ao fortalecimento do controle de fronteiras.
Entre as medidas adotadas está a suspensão temporária, por três meses, da aplicação do novo Sistema de Entrada e Saída (EES) no espaço Schengen, anunciada em 30 de dezembro. Além disso, desde a última terça-feira, o controle migratório passou a contar com o reforço de 24 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR). “As medidas surtiram efeito, sem dúvida nenhuma”, avaliou o presidente da RENA.
Apesar do avanço no controle da imigração, a entidade defende novos investimentos estruturais. Para Geisler, é essencial que a ANA – Aeroportos de Portugal, em parceria com o governo, ofereça um atendimento mais eficiente e confortável aos passageiros, especialmente nos períodos de maior fluxo internacional.
“Está em jogo a imagem de Portugal e do turismo nacional”, ressaltou. O dirigente também apontou a necessidade de ampliar os espaços destinados à imigração, melhorar o conforto dos passageiros e aperfeiçoar a gestão das filas no controle de fronteiras.
Sistema de Entrada e Saída (EES) e imigração no Espaço Schengen
Atualmente suspenso, o Sistema de Entrada e Saída (EES) começou a ser implementado de forma gradual em outubro de 2025 e deverá estar plenamente operacional até abril de 2026. O sistema exigirá a coleta de dados biométricos de todos os passageiros que ingressarem no Espaço Schengen, alterando de forma significativa os procedimentos de imigração.
Até a conclusão da implementação, a expectativa da RENA é de um reforço adicional no número de quiosques eletrônicos e de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) ou da GNR atuando no controle migratório.
Em dezembro, o governo português anunciou um aumento de 30% na capacidade dos equipamentos eletrônicos e físicos de imigração, dentro dos limites da atual infraestrutura aeroportuária. O investimento, de até 7,5 milhões de euros, foi aprovado pelo Conselho de Ministros em 29 de dezembro.
Nesta terça-feira, a ANA inaugurou oficialmente as obras de ampliação do Terminal 2 do Aeroporto Humberto Delgado. Para o presidente da RENA, embora as condições “ainda não sejam ideais”, a expectativa é de melhora progressiva no atendimento e na gestão do fluxo migratório.
Governo reforça investimentos no controle migratório
Em resposta às recorrentes reclamações sobre longas filas na imigração, o governo português aprovou um novo pacote de investimentos para fortalecer o controle de fronteiras no Aeroporto de Lisboa.
Por meio de resolução do Conselho de Ministros, foi autorizada uma despesa de até 7,5 milhões de euros, a ser executada entre 2026 e 2028, destinada à aquisição de equipamentos, softwares especializados e serviços de manutenção do sistema de controle migratório.
O investimento integra o projeto Fronteiras Inteligentes do Espaço Schengen e tem como objetivo reforçar a segurança interna e aprimorar a gestão dos fluxos de imigração no principal aeroporto português, ampliando a capacidade de atendimento aos passageiros internacionais.
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